
GEOGRAFIA BBLICA II

         FATADB - Faculdade Teolgica das Assemblias de Deus no Brasil


      Geografia bblica  a parte da geografia geral que tem por objetivo o conhecimento das diferentes reas da superfcie da terra relacionadas com a bblia. A
importncia do estudo da geografia bblica est no auxlio que ele nos oferece na apreciao, compreenso e interpretao dos fatos bblicos, pois trata-se do cenrio
terreno e humano da revelao divina.
A principal "fonte" de estudo da geografia bblica
       a prpria bblia, uma vez que  ela que nos fornece nomes de lugares, de acidentes fsicos, de povos, e de circunstncias e acontecimentos com eles relacionados.
Outra fonte  a Histria, tanto a que chamamos sagrada, como profana. E a terceira  a Arqueologia. Com os dados que estas fontes nos oferecem, e com o auxlio indispensvel 
de mapas das respectivas reas, e possvel um estudo proveitoso e adequado da geografia bblica.
A rea geogrfica que compreendeu o mundo bblico do Antigo Testamento.
         Todos os povos antigos mencionados na bblia que habitavam a rea banhada pelo mediterrneo (GRANDE MAR) e aqueles que ficam entre este, o mar negro (EUXINO), 
mar Cspio (tambm chamado de MAR MERIDIONAL), e mar vermelho, denominado pelos romanos MAR ERITREU. Considerando que o relato bblico de ambos os testamentos abrange 
a rea desde Espanha, o ponto mais ocidental do programa de atividades missionrios do apstolo S. Paulo, at a Prsia, pas mais oriental com que esteve relacionado 
o povo de Israel, desde Ponto, provncia mais Setentrional da sia Menor, ao Sul do Mar Negro, cujo povo estava representado em Jerusalm no dia de Pentecoste (Atos 
2.9), at o extremo sul da Arbia onde provavelmente, ficava a lendria terra de OFIR, tantas vezes mencionada na bblia.
LIMITES: - Norte, uma linha reta que comea na Espanha, passa pelo norte da Itlia e Mar Negro e vai at o Mar Cspio.
                     Leste - uma linha reta que parte do Mar Cspio, e passando pelo Golfo Prsico vai at o Mar Arbico.
                      Sul - uma linha reta que partindo do Mar Arbico, vai na direo oeste, passando pela Etipia e terminando no deserto da Lbia, no Continente 
Africano.
                       Oeste - uma linha reta que parte do sul do deserto da Lbia e termina na Espanha, abrangendo o Egito e as regies do norte da frica. 
                        Em termos mais especficos, diramos que a referida rea fica situada entre longitude 5 oeste e 55 leste, e entre 10 e 45 latitude norte.

Considerando os relatos do Novo Testamento a rea correspondente a estes espaos geogrficos e a
PALESTINA. - Este nome deriva-se do termo Filistia, ou seja, a terra habitada pelos Filisteus. Na bblia este nome  dado a uma faixa de terra ao sudoeste de Cana, 
ao largo do Mar Mediterrneo at o Egito. Posteriormente, figuras como Plnio e Josefo, passaram a chamar por este nome toda a regio de Cana.  desde os tempos 
do domnio Romano at os dias que precederam a fundao do Estado de Israel, Palestina era o nome mais usado.

LOCALIZAO: - No Continente Asitico, a 30 latitude norte, banhada pelo Mar Mediterrneo (extremo leste), em toda a extenso do seu limite ocidental, mais ou menos 
eqidistante dos pontos principais do mundo antigo, a Palestina constituia-se num centro de gravidade para o mundo e as civilizaes da antiguidade. Do ponto de 
vista comercial ficava na rota obrigatria do trfego entre o oriente e ocidente, bem como entre o norte e o sul; do ponto de vista poltico igualmente passagem 
inevitvel dos exrcitos conquistadores das grandes potncias ao seu redor, razo pela quais estas se interessaram por sua conquista e fortificao. Da as devastaes 
durante a sua histria.

LIMITES: - A Palestina limita-se ao norte com Sria e Fencia; ao leste- com partes da Sria e partes da Arbia (deserto Arbico); ao sul - com Arbia; a oeste, 
com o mar mediterrneo. Naturalmente estes so os limites mdios ou prevalecentes da histria poltica da Palestina, havendo pocas em que eles sofriam algumas modificaes 
resultantes das conquistas ou perdas nas lutas com as naes vizinhas.

SUPERFCIE - Variou consideravelmente no decorrer dos tempos; ora sendo mais extensa, como nos dias dos Reis DAVI E SALOMO, quando pela conquista anexaram-se vrios 
territrios vizinhos, ora sendo mais reduzida, quando invadida pelos reinos ao seu redor. Entretanto, em termos mdios podemos dizer que a sua superfcie era de 
cerca de 30.000 quilmetros quadrados, seu cumprimento em direo ao norte para o sul, de aproximadamente 250 quilmetros quadrados e largura mdia de l20 quilmetros 
quadrados. Comparando com as superfcies do Estado Brasileiro, a Palestina era um pouco maior que o Estado de Sergipe.
As cinco montanhas extra-palestina do mundo antigo com relatos bblicos
Montanha do Arar -Gnesis 8.4" e a arca repousou, no stimo ms, no dia dezessete  do ms, sobre os montes de Ararate;
- 2 Reis 19..37 "Certos dia, quando ele estava adorando na casa de Nisroque, seu deus, Adrameleque e Sarezer, seus filhos , o mataram a espada, e escaparam para 
a terra de Arara". E Esar-hadom, seu filho reinou em seu lugar.
- Jeremias 51.27 "Arvorai estandarte na terra! Tocai trombeta entre as naes! Preparai as naes contra ela, convocai contra ela os reinos de Arara, Mini, e Asquenaz...." 
Monte Sinai ou Horebe - Os Israelitas acampam-se em frente ao Monte Sinai. Ex. l9.1,2. - No Sinai , Deus apareceu a Moiss numa sara ardente, quando apascentava 
os rebanhos de seu sogro. Foi onde Deus deu a Lei a Moiss; Foi onde Elias, o profeta, fugindo de Jezabel, escondeu-se numa caverna, 1 Reis l9.8,9. Contraste entre 
Monte Sinai e Monte Sio, Gl 4.21-31; Hb 12.18-29.

Monte Lbano - Mencionado em Josu 11.l7; Os heveus e os gibleus habitaram, originalmente, o Lbano; Js. 13.5,6; Jz. 3.3  famoso por seus magnficos cedros, I Rs. 
5.6; II Rs. 19.23 . Tudo se combina para formar, na linguagem da escritura, "a glria do Lbano". Is. 35.2

Monte Hermon - A majestosa montanha que est no trmino sul da cordilheira Anti-Lbano na fronteira norte da Palestina ou da Sria Js.12.1; Dt. 3.8. Chamava-se tambm 
Baal-Hermon, Jz.3.3, 1 Cr.5.23, seu nome aprece na poesia hebraica, Sl.89.12; 133.3; Ct. 4.8  talvez o "alto monte" de Mateus 17.1; o monte da transfigurao.

Monte Seir - Na realidade Seir no  um monte isolado e sim  uma serra de montanhas que ocorre na direo norte-sul na regio de Edom, na Arbia ocidental, entre 
o sul do Mar Morto e o extremo norte do golfo de acaba. Regio montanhosa de Edom,. Edom  Esa. Gn. 32.3'38.8, 30 , Monte Seir, Gn 14.6; Deus deu Seir a Esa, rival 
das tribos de Jac, Js. 24.4; Israel, na jornada do Egito para Cana, passou, pelo caminho de Seir, Dt. 1.2; 2.1; 2 Cr. 20.10.

O Monte Arar Fica no Sudeste da Armnia, na sia ocidental.  o lugar das nascentes dos rios Eufrates, Tigre e Aras. A arca repousou sobre as montanhas de Arar.

No monte Sinai Moiss recebeu a Lei, com a Qual se firmou o pacto entre Deus e o povo de Israel, originando-se, assim, a nacionalidade hebraica com seus aspectos 
religioso e civil. No mesmo monte, uns poucos anos antes, Moiss teve a viso da sara ardente, quando apascentava o rebanho de seu sogro. E seis sculos depois, 
Elias, o profeta, teve a viso de Deus (I Rs. L9), em que foi revelado que apesar da idolatria de Israel havia muitos joelhos em seu meio que no haviam dobrados 
a Baal. Hoje o Sinai  conhecido pelo nome de Jebel-Musa, que significa "Monte de Moiss".

a altitude aproximada do Monte Hermon 
Entre 2.750 e 3.365 m.

Na rea do mundo antigo, os rios mais importantes
Os rios Nilo, Tigre ou Hidquel, Eufrates e Jordo.

O frtil crescente limita-se a E e NE por uma linha contnua de montanhas, formada pelas cordilheiras de Zagros e Armnia, e no O pelo Mar Mediterrneo. Em seu interior 
se encontra o deserto da Arbia, cuja beira limtrofe com a primeira recebe durante o inverno escassas chuvas, apenas para fazer brotar uma grama rala e que desaparece 
to logo se aproxima o estio.

 TOPOGRAFIA

                     PASES DO FRTIL CRESCENTE
- A fim de facilitar nosso estudo dos pases componentes do Frtil Crescente classificamos em trs grupos seguintes:
1 - Os da curva oriental; 2 - Os da curva ocidental; 3 - Os pases limtrofes com o frtil crescente.

1 - OS PASES DA CURVA ORIENTAL
Os pases situados na curva oriental se dividem por sua vez em dois grupos: 
a) Os que se encontram entre as cordilheiras Zagros e o rio Tigre, e 
b) Os da plancie entre os rios Tigre e Eufrates.

1.a - ASSRIA. Originalmente era formada pelo distrito dominado pela cidade de Assur, sobre a margem ocidental do Tigre a 96 km ao S de Nnive. Porm a Assria propriamente 
dita se encontrava entre os montes da Armnia ao N e as cordilheiras de Mdia a E e o riacho de Zab, a o S, estendendo-se ao O a Mesopotmia. Posteriormente o nome 
se aplicava a todo o imprio dominado pelos Assrios.
1.a - 1 ) ELO, Chamado Susiana pelos Gregos, tinha a Assria e Mdia por limite setentrional, o Gollfo Prsico por limite S e Prsia por limite S e SE. O rio Tigre 
formava sua fronteira ocidental. 

1.b - MESOPOTMIA - Meso: entre; Potamos: rio, - como indica seu nome, compreende toda a regio entre rios, porm se limita a designar aquela parte desta regio 
ao N de Babilnia. Antigamente toda esta plancie era de uma fertilidade exuberante e sustentava uma vasta populao; e, 
1.b-1) CALDIA - Chamada tambm Sinar e Babilnia, no princpio se limitava  regio ao Sul da Babilnia que se estendia at ao Golfo Prsico, mas posteriormente 
veia a designar toda aquela parte da Mesopotmia a Sul de Bagd.

2 - PASES DA CURVA OCIDENTAL
a. Sria ou Ar, semelhante aos povos da Antigidade, refletia em suas fronteiras as vicissitudes da guerra. A Sria propriamente dita limitava-se ao territrio 
compreendido entre a cordilheira do Tauro pelo N, o rio Eufrates e o deserto da Arbia pelo E e a Palestina e o Mediterrneo pelo O.
b. Fencia, compreendida uma faixa estreita de terra entre o Mediterrneo e o Monte Lbano, que se estendia ao N da Palestina entre a "Escada de Tiro", a 24 km ao 
S de Tiro e a cidade insular de Arvade ou Aruade mais ao N; e
c. Palestina, constituda o extremo SO do Frtil Crescente, compreendido entre o Lbano ao N e a fronteira do Egito ao S, o Mediterrneo a O e o deserto da Arbia 
ao E. 


3 - Pases Limtrofes com o Frtil Crescente
a. Armnia, compreendida o planalto e a regio montanhosa entre os mares Cspio e Negro ao N da Mesopotmia e Assria, tendo como limites os montes Cucaso ao N, 
Mdia e o Mar Cspio a E e o rio Araxes ao S, que a separa da sia Menor. A arca encalhou em uma de suas montanhas  no fim do Dilvio; 
b. Mdia, limitava-se ao N com o Rio Aruxes e pelo E com o Deserto de Ir.  Prsia a limitava pelo S e Assria pelo o; e
c. Prsia, que se estendia desde o Golfo Prsico at  Mdia, entre Carmnia pelo E e Elo O. 

A - Cordilheira
   As Cordilheiras de Ararate na Armnia Constituem uma espcie de n do qual se desprende quatro ramais, a saber.
  1 - Cordilheira do Cspio, que vai em direo ao mar do mesmo nome e depois estendendo-se pelo E ao S do aludido mar, forma o limite setentrional.
  2 - Cordilheira de Zagros, que segue rumo  curva oriental do Frtil Crescente para o Golfo Prsico.
   
  3 - Cordilheira do Lbano, desprende-se do lado ocidental da cordilheira do Ararate. Consta de duas cadeias que correm de N a S separadas uma da outra no N e S 
pelos vales do Orontes e Leonte, respectivamente. Dita depresso constitui a Baixa Sria. Durante o perodo grego o nome Lbano se aplica  cordilheira ocidental, 
enquanto que a oriental se chamava Antilbano. Pode dizer que a cadeia do Lbano comea a 24 km a SE de Sidom e segue paralela ao Mediterrneo numa distncia de 
uns 160 km. Sua maior elevao se encontra ao extremo N, enquanto que a parte mais alta do Antilbano  constituda pelo monte Hermom, em seu extremo meridional 
(Deuteronnimo 1:7 e Josu 11:17)
   
  4 - Cordilheira do Tauro, estende-se para o O para formar o litoral meridional da sia Menor.
  Rios do Frtil Crescente. Mencionaremos somente os de maior importncia: 1. A Curva Oriental e, 2. A Curva Ocidental. 

1 - Rio que legam a Curva Oriental
  a. Tigre ou Hidquel, e Eufrates,   de 1760 e 2880 km de extenso, respectivamente, tm seus mananciais  nas montanhas da Armnia.  Depois de inclinar-se  o primeiro 
em direo  SSE e o segundo  para a Sria  e o Mediterrneo, aproximam-se  formando entre si a grande plancie da Mesopotmia. Suas guas confundem-se e vo desembocar 
no Golfo Prsico, com o nome de Chate-Alrabe. Antigamente os dois rios desaguavam separadamente, porm os aluvies e sedimento acumulados atravs dos anos sacaram 
a regio pantanosa que separava suas desembocaduras (Gnesis 2:14). Durante sculos o Eufrates tem constitudo o mais importante meio de transporte entre a sia 
Ocidental e Oriental. 

   
2 - Rios que regam a Curva Ocidental
a. Oronte, rios da Sria que tem sua cabeceira perto do nascimento do Leonte. Corre em direo ao N at chegar prximo da sia Menor, ponto onde vira subitamente 
para O, abrindo passagem atravs das montanhas at ao Mediterrneo. Lana suas guas no referido mar um pouco ao S de Antioquia; e
b. Jordo, que desce do monte Hermom por uma fenda que atravessa  o pas de N a S e desgua no Mar Morto.

  
  Nilo, o grande rio do Egito, desemboca no Mar Mediterrneo prximo da extremidade ocidental do Frtil Crescente, e o Araxes corre do lado NO de sua curva oriental 
para depois  lanar suas guas no mar Cspio.  

DESERTOS


1 - O GRUPO DO OESTE
a) SHUR (Ex. 15.2), que alguns identificam como o de Etam (Ex. 13.20), estende-se pelo noroeste da pennsula do Sinai, ao largo da fronteira nordeste do Egito e 
costa oriental do Mar Vermelho (golfo de suez)  altura do seu tero superior;
b)  SIN, que  o prolongamento do anterior na direo sul da costa oriental do mesmo mar, abrangendo o tero mdio da mesma.;
c)  SINAI, que abrange toda a parte sul da pennsula, incluindo o Monte Sinai, bem como a parte oriental da mesma at o fundo do Golfo de caba;
d) PAR, que cobre todo o centro da pennsula, deslocando-se um pouco para nordeste da mesma;
e)  CADES OU CADES-BARNIA, pequena rea ao norte do Par e leste de Shur;
f) ZIM, a leste do Cades. Estes dois ltimos desertos constituam o limite sul da Palestina, tambm conhecidos pelo nome de Neguebe;
g) BERSEBA, Pequeno deserto em torno da cidade de Berseba, o marco meridional da Terra Santa. A expresso "de Dan a Berseba" era maneira de definir a extenso norte-sul 
do territrio palestnico.


2- O GRUPO LESTE

a) IDUMEU, que fica a sudeste do Mar Morto;
b) MOABE, a nordeste do mesmo Mar;
c) QUEDEMOTE, ao norte de Moabe;
d) DIBLAT, e
e) BESER, cuja localizao  desconhecida, so desertos de pouqussima importncia histrica e que so mencionados apenas acidentalmente.

    C - PLANCIES

1 - Plancie do Acre ou Aco - Regio do extremo noroeste da costa palestnica, ao sul da Fencia e que se estende at o Monte Carmelo, bordejando a baa do Acre;

2 - Plancie de Sarom - Regio compreendida entre o Monte Carmelo e a cidade de Jope, alargando-se na direo das montanhas da regio central  medida que avana 
para o sul. Esta plancie  particularmente conhecida pelos famosos lrios e outras variedades de flores.

3 - Plancies da Filistia ou Martima -  faixa de terra habitada pelos filisteus, entre Jope e Gaza, no sudoeste da Palestina, ou seja, junto da costa sul, com 
cerca de 75 km de comprimentos por 25 de largura. Regio muito frtil, produzindo em abundncia cereais e frutas. As cinco cidades principais dos filisteus, fortemente 
muradas, eram: Gaza, Ecrom, Azoto, Ascalom e Gate. Eram as fortalezas da plancie.

4 - Plancie de Sefel - Regio situada entre a plancie da Filistia e as montanhas de Jud ao oriente, cujo nvel  ligeiramente mais elevado que o da plancie 
da Filistia, semeada de colinas baixas e muito frtil, produzindo principalmente trigo, uva e oliva.

5 - Plancie de Jesreel ou Esdraelom - tambm chamada ARMAGEDOM - Embora possa tambm ser classificada como vale pela sua extenso e aspecto do conjunto  prefervel 
qualific-la de plancie. Confluncia de trs vales, dos quais o central - Jesreel -  o mais importante, a plancie que traz este nome  considerada a maior da 
palestina e a mais formosa. Est situada entre os montes de Galilia e os de Samaria, alargando-se para noroeste at as fraldas do Monte Carmelo e sul do Monte Lbano. 

   D - PLANALTOS

Dois so os planaltos gerais da Palestina: Planalto Central, que  como a continuao dos Montes Lbanos, que corre pelo centro do pas na direo norte-sul; e o 
Planalto Oriental, que pode ser considerado como continuao do Ante-Lbano, correndo na mesma direo do anterior. A altitude de ambos varia entre 650 e l300 m.
 
1 - Planalto Central, subdivide-se em trs sees : a) Planalto de Naftali, que  a regio da Galilia ao norte; b) Planalto de Efraim, a regio de Samaria ao centro; 
c) Planalto de Jud, ao sul, entre Betel e Hebrom. 

2 - Planalto Oriental, fica ao oriente do Jordo, tambm subdivide-se em trs partes distintas:  a)Planalto de Basan  ou Auran; desde o sul do Monte Hermom at o 
vale por onde corre o Rio Yarmuque.  a regio mais frtil para o plantio de trigo e pastagens de gado; b) Planalto de Gileade, entre Yarmuque e Hesbom, cortado 
pelo Jaboque; tambm regio de grande fertilidade; c) Planalto de Moabe, a leste da ltima parte do curso do Jordo e Mar Morto at o Rio Arnom. Esta j  regio 
mais rochosa entrecortada de prados de exuberantes pastagens.

E - VALES

A Palestina  terra de muitos vales; a que vamos enumerar e localizar os principais:
a) Vales do Jordo - Este  o maior vale da Palestina; comeando ao sop do Monte Hermom, no extremo norte, corta o pas longitudinalmente at o Mar Morto, no extremo 
sul. No seu ponto inicial  muito estreito, cerca de 100 metros, alargando-se para 3 km logo abaixo do Mar da Galilia, chegando a 15 km na regio de Jeric, e tornando 
a estreitar-se pouco antes de chegar ao Mar Morto, seu ponto final, Por este vale corre o celebre Rio Jordo, que lhe empresta o nome.  o vale que chega  maior 
profundidade de toda a face da terra, 426 m abaixo do nvel do mar Mediterrneo, numa distncia de 215 km em linha reta desde Hermom at o Mar Morto. 
b) Vale de Jesreel - No se deve confundir este vale com a plancie do mesmo nome; confuso que ocorre frequentemente pelo fato de alguns autores chamarem a plancie 
tambm pelo nome de vale de Esdraelom. O vale de Jesreel tem o seu comeo na cabeceira do ribeiro de Jalub, que serpenteia pelo mesmo e termina no vale do Jordo 
na altura de Bete-Se.
c) Vale de Acor -Este fica entre as terras de Jud e Benjamim, ao Sul de Jeric, no qual sedeu o apedrejamento e queima de Ac e toda a sua famlia. 
d) Vale de Aijalom - Situa-se na regio de Sefel, a 24 km a noroeste de Jerusalm, onde se deu a clebre batalha de Josu com os amorreus quando o sol parou sobre 
Gabaon e a lua sobre o vale de Aijalom. Sua extenso mede-se em dezoito quilmetros de comprimento na direo do Mediterrneo, por nove de largura.
e) Vale de Escol - A oeste de Hebrom,  famoso pela sua fertilidade, especialmente a dos vinhedos. Segundo Nmeros 13.22- 27, foi deste vale que os espias levaram 
a Moiss um cacho de uvas to pesado que foram necessrio dois homens para transporta-lo.
f) Vale de Hebrom ou Manre - Fica a cerca de 30 km a sudoeste de Jerusalm, no qual se levanta a clebre cidade de Hebrom, em cujas cercanias fixou-se por longo 
tempo a famlia de Abrao.
g) Vale de Sidim - Conforme Gnesis 14.3 - 10, tudo faz crer que este  o vale onde se encontra hoje o Mar Morto, especialmente a parte do sul do mesmo, provvel 
regio de Sodoma e Gomorra.
h) Vale de Siqum - Situado no centro de Cana, entre os montes Gerizim ao sul e Ebal ao norte, tem cerca de 12 km de comprimento, estendente-se na direo  noroeste 
da cidade de Siqum, chamada atualmente Nablus. Neste vale se encontra o famoso poo de Jac, a beira do qual Jesus falou  Samaritana.
i) Vale de Bas - No se encontra citado na Bblia, mas encontram-se referncias na literatura profana. Provavelmente trata-se do vale por onde corre o Rio Yarmuque, 
no nordeste da Palestina.
j) Vale de Moabe -  o vale mais largo dos trs " Wadis "que desembocam na plancie de Moabe a nordeste do Mar Morto.


 F - MONTANHAS 
 
Uma vez que j estudamos as montanhas extra-palestnicas do mundo antigo, relacionados com a histria bblica, vejamos tambm os montes:

MONTES

 interessante notar a atitude dos hebreus para com os montes. Neles este povo via a justia e a grandeza de Deus revelado na natureza. As numerosas e variadas experincias 
religiosas e militares  freqentemente estiveram relacionadas com os montes. Da nota-se um certo temor pelos montes. Neste temor parece que os hebreus expressavam 
a superioridade, a elevao e distncia entre criatura e o criador. Tambm Deus geralmente falava aos lderes do povo nos montes - assim falou a Moiss no monte 
Sinai, a Elias no monte Horebe, etc. Isto certamente concorreu para a formao do conceito que eles tinham de Deus como estando, em todos os sentido, acima do homem, 
mas acessvel a este; um Deus transcendente, mas com o qual o homem pode Ter comunho .
Podemos dividir os montes da Palestina em dois grupos gerais: Os Montes Palestnicos propriamente ditos, e Os Montes Transjordnicos.

OS MONTES PALESTNICOS PROPRIAMENTE DITOS 
        
O Estudo dos montes obedecer  subdiviso dos planaltos j estudados. Assim teremos os montes de Naftali, os de Efraim e os de Jud no Planalto Central; depois, 
os montes de Bas, os de Gileade e os de Moabe no Planalto Oriente.

1.0 - Os Montes de Naftali
          A expresso em singular - "monte de Naftali" - usada nas antigas tradues  da Bblia, designa todo o conjunto montanhoso do norte ocidental da palestina, 
abrangendo a alta e a baixa Galilia, o qual, por ocasio  da conquista de Cana por Israel, coube s stribos de Aser, Zebulon, Issacar e Naftali, sendo que a ltima, 
ocupando  a rea mais extensa, deu o nome a toda a regio . Nas tradues mais recentes j se usa a expresso "regio montanhosas de Naftali", da qual os quatro 
montes abaixo destacados so os mais importantes.
           
a) Monte Hatin - fazendo parte do pequeno conjunto chamado cornos de Hatin - localiza-se a pequena distncia a oeste do Mar da Galilia.  de pouca altitude - cerca 
de 180 m - tendo no lado oriental uma seta, pouco acima do sop, coberta de vegetao rarefeita, mas copada. Por se tratar de lugar pitoresco, com ampla vista para 
o Mar da Galilia, julga-se Ter sido ali o lugar onde Jesus reuniu os seus discpulos e proferiu o clebre Sermo do Monte, razo pela qual tambm  conhecido como 
"Monte das bem-aventuranas". 
b) Monte Tabor, com 615 m de altitude, localiza-se tambm na Galilia, na parte nordeste da plancie de Jesreel ou Esdraelon.  Na histria do velho Testamento este 
monte tem significao importante devido s batalhas ocorridas junto do mesmo, como sejam: a de Baraque e Dbora contra Ssera (juzes 4) e de Gideo contra os reis 
midianitas (juzes 8). No segundo sculo da nossa era ilustres telogos pensaram que a transfigurao de Jesus se dera ali, chegando a construir em seu topo marcos 
comemorativos do acontecimento, que mais tarde a me de Constantino , Santa Helena, transformou em trs templos - um para Jesus, outro para Moiss e o terceiro para 
Elias. Posteriormente, porm, razes fortes fizeram crer que a transfigurao teria ocorrido em alguma elevao do lado sul do monte Hermom.
c) Monte Gilboa - Este fica a sudeste da Plancie de Jesreel e tem forma alongada, medindo 13 quilmetros de comprimento e 5 a 8 de largura por 543 m de altitude. 
Seus flancos so ngremes e escarpados. Notabiliza-se pela morte do rei Saul e seu filho Jnatas na batalha contra os filisteus.
d) Monte Carmelo - Seu nome significa "campo frtil, jardim"- isto provavelmente devido  proverbial fertilidade que nos tempos idos cobria vastas reas de sua cobertura, 
Na realidade o Carmelo  uma pequena cordilheira com cerca de 30 quilmetros de comprimento por 5 a 13 de largura que pende do mediterrneo para sudeste Palestina 
a dentro., O ponto mais alto desta serra fica na extremidade sudeste - cerca de 575 m - em cujas imediaes havia um altar antigo, referido em I Reis l8.l9, lugar 
do desafio lanado pelo profeta Elias aos profetas de Baal e conseqente fracasso destes. Ao lado norte do monte corre o rio Quison em cuja margem Elias mandou exterminar 
os profetas de Baal em fuga. Este  o nico monte que se destaca do planalto central na direo oeste, formando um promontrio ao sul da plancie do Acre (Accho 
ou Asher) e  a nica parte do territrio da Palestina que avana Mar Mediterrneo a dentro, formando, ao norte, a baia do Acre onde se localiza a cidade de Haifa. 
Note-se que este monte ou serra forma uma barreira entre as plancies Esdraelon ao norte e Saron ao sul, apresentando em seus flancos inmeras cavernas que pela 
sua conformao interna parecem (algumas) terem sido habitadas.  Uma delas  assinalada como a "Gruta de Elias", que hoje  um santurio mulumano.
2.0- Os montes de Efraim -  a regio montanhosa que abrange principalmente a rea que coube  tribo de Efraim,  meia tribo de Manasses e um pouco  de Benjamim. 
Tambm com referncia a esta regio em algumas tradues mais antigas fala-se em singular - "monte de Naftali" bem como "monte de Israel" e "monte (ou montes) de 
Samaria". (Jo.20:7; Jer. 3l:5,6). Os mais importantes destes montes so Ebal e Gerizim, tambm conhecidos como o Monte da Maldio e o monte da Bno, porque Josu, 
conforme determinao de Moiss (Deut. 11:29: 27:1-13), reuniu seis tribos num monte e seis no outro - ficando a arca, os sacerdotes, os levitas e os ancios no 
vale, para que de um dos montes - o Gerezim, fossem lidas as bnos para os que guardam a lei do Senhor, respondendo o povo das seis tribos reunidas no Ebal com 
um "amm", e deste monte - o Ebal, fossem pronunciadas as maldies que viriam sobre os infiis, respondendo, por sua vez, com um":amm" as tribos reunidas no Gerizim. 
(Jo. 8:30-34). Dizem os que tm visitado o vale de Siqum que os dois montes de fato formam uma espcie de anfiteatro em que os efeitos acsticos permitem distinguir 
num dos montes e no vale a voz de uma pessoa que fala do outro monte.
a) Monte Ebal - situado ao norte de Nabls, antiga Siqum, tem uma altitude de 300 m acima do vale (10l5 m acima do nvel do Mediterrneo) e  rido e escarpado
b) Monte Gerizim, - que fica ao sul do vale de Siqum, tambm rido e escarpado, com apenas 230m acima do vale (940m do Mediterrneo) possui uma histria particular. 
 que, depois do cativeiro babilnico dos judeus, os samaritanos, sob o governo de Sambal, construram um templo rival ao de Jerusalm, constitudo a Manasses sumo-sacerdote 
do mesmo. Este era genro de Sambal, o governador, e fora expulso do sacerdcio judaico de Jerusalm por ter esposado uma mulher estrangeira (Ne. 13:28). Embora 
mais tarde, em 129 a. C., o templo fosse destrudo por Joo Hircano, nos dias de Jesus ainda os samaritanos continuavam a celebrar o seu culto no alto do monte Gerizim 
(Joo 4), como se deduz da conversa de Jesus com a mulher samaritana junto ao poo de Jac que ficava  beira da estrada que passava pelo vale de Siqum.       

3.0 Os montes de Jud 


    Todo o conjunto montanhoso que se estende ao sul dos montes de Efraim  denominado na Bblia "montes de Jud", ou em sua forma singular "monte de Jud", ou ainda 
"montanhas de Judia". Trata-se mais de uma srie de elevaes, separadas por vales formosos por onde correm riachos com suas vertentes para o Mediterrneo ou para 
o Mar Morto, elevando-se mais na regio  de Jerusalm, baixando-se depois na direo sul, para elevar-se  novamente nos arredores de Hebrom, e finalmente perde-se 
nos desertos de Zim e de Edom. As principais elevaes que devem considerar nestes conjuntos montanhosos so as das regies de Jerusalm (ou "Aglomerados de Jerusalm".).
     
a) Monte Sio. 
 um monte com cerca de 800 m de altitude,  o mais alto dos montes da cidade de Jerusalm. At algumas dcadas atrs discutia-se se sobre Sio ou Ofel estava a 
antiga fortaleza dos Jebuseus que, devido  sua posio privilegiada, se prestava bem para a defesa da cidade de Jerusalm e que Davi, logo que se fez rei de todo 
o Israel, comandando os homens das tribos de Jud e Benjamim (em cujos termos achava-se a cidadela at ento no conquistada), tomou fazendo dela a capital do seu 
reino(II Sm. 5:6-10). Hoje no h dvida que a fortaleza achava-se sobre Ofel. Mais tarde, tendo Davi levado para Sio  arca, este monte passou a ser considerado 
monte sagrado. E quando a arca foi transferida para o templo que Salomo construiu no monte Mori "o monte Sio compreendia tambm o templo". , e da por diante 
designava freqentemente toda a cidade de Jerusalm.


b) Monte Mori

Fica ao leste de Sio, separado deste pelo vale de Tiropeon.   de forma alongada e pende na direo norte-sul, sendo que a parte sul, mais baixa, era chamada Ofel. 
Vrias so as altitudes atribudas a este monte, desde 798 at 900 m (parece que a primeira  a mais aceitvel). Segundo Gen. 22.2, este nome designava no propriamente 
um monte mas, sim, uma regio. Geralmente  aceito que foi neste monte que Abrao levantou um altar e preparou-se para sobre o mesmo monte sacrificar a Isaque, seu 
nico filho (Gen. 22.9,10). Cerca de um milnio depois Salomo construiu neste mesmo lugar o famoso templo de Jerusalm (II Cr. 3.1) . O aspecto primitivo deste 
monte, principalmente no seu lado ocidental, foi profundamente alterado atravs dos sculos pelos aterros e edificaes.
 

c) Monte das Oliveiras
Este monte faz parte de uma pequena cordilheira, com cerca de trs quilmetros de comprimento, que corre do norte para o sul no lado oriental do vale de Cedron que 
o separa do monte Mori. A cordilheira apresenta quatro elevaes distintas, sendo que a mais baixa, a que fica defronte do monte Mori, tem 820 m de altitude acima 
do nvel do mar, 120 m acima do vale de Cedron e cerca de 60 m sobre o plat do templo no monte Mori.  este o Monte das Oliveiras propriamente dito. Na sua base 
ocidental fica o jardim de Getsmane e nos seus flancos h abundncia de oliveiras. Para este monte Jesus se dirigiu muitas vezes. Vrios eram os caminhos que rodeavam 
o monte - alguns deles passavam pelo seu cume, de forma levemente arredondada, levando os viageiros para Betfag, Bentnia, Jeric, e outras partes do oriente. Foi 
deste monte que Jesus, olhando para a cidade de Jerusalm, chorou sobre ela, pronunciando as palavras profticas referentes  sua destruio (Lc. 19;28 - 44). 

d) Monte da Tentao ou Quarentena,
Que a tradio assinala como o local onde Jesus foi tentado logo aps o seu batismo, fica cerca de 20 quilmetros a sudeste de Jerusalm, com apenas 98 m acima do 
nvel do Mediterrneo, porm 320 m acima de sua base, pois se encontra j na depresso do vale do Jordo. As Escrituras no o identificam, embora a inferncia por 
Luc. 4.5 possa nos levar  aceitao do que diz a tradio.


MONTES TRANSJORDNICOS
Estes, tambm chamados Montes do Planalto Oriental (ou montes de Galaade ou Gileade), igualmente podem ser agrupados nas trs regies distintas em que se dividem 
as terras para o oriente do Jordo.

1.- Monte de Bas
No se trata de certa elevao e sim de um largo e frtil conjunto montanhoso na parte norte do Planalto Oriental, limitado ao norte pelo Hermon, ao leste pelo deserto 
da Sria e parte do deserto da Arbia, ao sul pelo vale de Yarmuque e a oeste pelo Jordo e mar da Galilia.  o monte a que se refere o Salmo 68: 15. Nos dias de 
Abrao esta parte da Transjordnia era habitada pelo povo de gigantes chamado Refains, cujo ltimo rei foi Ogue - morto pelos Israelitas ainda sob o comando de Moiss 
- cuja cama de ferro media cerca de 4 m de comprimento por 1,80 de largura (Deut. 3:11).  Na conquista esta regio coube  meia tribo de Manasses.

2. - Monte de Galaad ou Gilead
        outro conjunto montanhoso, ao sul de Yarmuque, indo at a parte norte do mar morto, dividido ao meio pelo ribeiro de jaboque. Na parte sul h uma montanha 
mais elevada,  qual os rabes chamam de Jeber Jilade. Talves este fosse o monte que deu nome  regio toda; entretanto no h certeza disto.  A linguagem bblica 
parece que usa a designao "monte de Gileade "com referncia  regio toda que  um conjunto de elevaes da parte central do Planalto Oriental, Esta regio coube 
 tribo de Gade por ocasio da conquista e foi o primeiro territrio conquistado pelos israelitas". (nm. 21.24; Deut. 2.36), at ento dominado pelos amorreus cujo 
rei era Seon. Esta foi a terra de Elias o grande Profeta de Israel (I Rs. 17;1). No tempo do novo testamento  esta  parte  da transjordnia era conhecida com Peria.


3. - Montes de Moabe

Ainda que no se encontre na Bblia uma expresso precisamente "montes de Moabe", e sim "campo de Moabe" e "pas de Moabe", o fato  que a regio ocupada por moabitas 
ao sul da transjordnia e ao oriente do Mar Morto  bastante montanhosa, destacando-se o conjunto mais prximo do Mar Morto, chamado "montes de Abarim", com as seguintes 
observaes:
a) Nebo ou Pisga - Deut. (34.1), a cerca de 15 quilmetros ao leste da foz do Jordo e por trs da plancie de Moabe, com 800 m de altitude, de onde Moiss contemplou 
a terra da promessa  e onde morreu (deut. 34.1-6).  Alguns autores fazem este ltimo como um pico daquele.
b) Peor - Este monte fica pouco a nordeste de Nebo. Do cume deste, Balao contemplou o acampamento de Israel na plancie e o abenoou pela terceira vez, quando era 
para ser amaldioado, como era o desejo de Balaque, rei de Moabe (nm. 23: 28-24:25).




2 - HIDROGRAFIA


A hidrografia da Palestina pode ser dividida em trs partes, a saber: Mars, Lagos e Rios.
1 - Mares
               
a) Mar Mediterrneo, tambm conhecido na Bblia como "O Mar Grande e Mar Ocidental". Este mar banha toda a costa ocidental da Palestina.  de pouca profundidade 
na costa palestina, assim impedindo a aproximao de navios de maior calado mesmo dos tempos antigos; razo pela qual o Mediterrneo no funcionava para Israel como 
caminha martimo, antes o isolava do mundo. O nico porto do Mediterrneo de que se valiam os israelitas era Jope, onde h um pequeno promotrio com uma linha de 
arrecifes. Entretanto, devido a esses arrecifes e os bancos  de areia, era de pouca procura pelos navegantes, preferindo estes os portos fencios. Assim, do ponto 
de vista poltico-militar o Mediterrneo constitua para a Palestina uma vasta defesa natural de sua fronteia ocidental. Por este mar foram levados os famosos cedros 
do Lbano para Jope, destinados  construo do templo de Salomo em Jerusalm. Neste mar foi lanado  o profeta Jonas quando fugia da misso recebida. Por sua guas 
navegou o apstolo Paulo mais uma vez em suas viagens missionrias. Neste mar ficam as ilhas referidas na Bblia, das quais destacamos Chipre, Creta e Malta.
b) Mar Morto, tambm conhecido pelos nomes de "Mar Salgado", "Mar Oriental", "Mar da Plancie" (deut. 3.17: Joel 2:20: II Reis 14:25).  Fica na foz do rio Jordo, 
entre os montes de Jud e os montes de Moabe, na mais profunda depresso do globo.  de forma ovalada, medindo 76 quilmetros de largura, com o seu nvel do Mediterrneo 
e com 400 m de profundidade mxima que se verifica na parte norte. Na parte sudeste (na altura do tero inferior) h um promotrio ou pennsula chamada Lis, ou 
"lngua". As suas costas so mais planas no lado ocidental e bastante acidentadas e escarpadas no lado oriental. As suas guas so as mais densas da superfcie da 
terra, com cerca de 25% de salinidade, em razo das enormes jazidas de sal no sul e da excessiva evaporao. O fato bblico mais importante relacionado com este 
mar  destruio de Sodoma e Gomorra, cidades que, parece, tiveram lugar no sul do Mar Morto, hoje coberto por um pantanal betuminoso. O seu nome atual - "Mar Morto" 
foi lhe dado pelos gegrafos e historiadores antigos do sculo II da nossa era, Pausnias (grego) e Justino (romano), devido ao aspecto triste e desolador que domina 
a regio.
c) Mar da Galilia - tambm conhecido pelos nomes de Mar de Quinerete (Num. 31.11), Mar de Tiberades (Joo 21.1) e Lago de Genezar (Lc.5.1) Na verdade trata-se 
de um lago gua doce, formado pelo rio Jordo, mas devido s suas dimenses avantajadas e temporais violentos que freqentemente o agitam, as populaes adjacentes 
o tm chamado de mar.  o segundo lago equilibrador das guas do Jordo, sendo o primeiro o de Meron que fica 20 quilmetros ao norte. Mede aproximadamente 24 quilmetros 
de comprimento por 14 de largura, tendo seu nvel 225 m abaixo do nvel do Mediterrneo e profundidade mdia de 50 m. Suas guas so claras e muito piscosas. As 
suas margens ao lado oriental so montanhosas, enquanto ao lado ocidental e na direo noroeste estendem-se plancies frteis com cidades importantes como Cafarnaum, 
Corazim, Magdala, Genezar, Betsaida, Tiberades e outras. O clima da regio, especialmente ao norte,  muito agradvel, propcio  lavoura e pecuria. As cidades 
das margens do Mar da Galilia e as prprias praias e guas deste, foram palco de acontecimentos importantes do ministrio terreno de Jesus, operando milagres, apaziguando 
a tempestade, andando sobre o mar, alimentado milhares com multiplicao de pes, pronunciando preciosos ensinamentos (Sermo do Monte) e aparecendo aos discpulos 
aps a ressurreio.

2 - Lagos
     
     Um nico lago encontramos no territrio palestnico - o Lago de Meron, tambm conhecido como guas de Meron (Jo. 11.5,7), e modernamente como Lago de Hul (nome 
rabe). Tambm era formado pelas guas do Jordo, como o Mar da Galilia, e localizava-se a 20 quilmetros ao norte deste o seu comprimento era de cerca de 10  quilmetros 
por 6 de largura, achando-se o seu nvel a 2 m, acima do nvel do Mediterrneo e tendo 3 a 4 de profundidade. Uma vasta regio alagadia cercava as suas margens 
em todas as direes onde antigamente vicejava o papiro. Foi nas proximidades deste lago que Josu ganhou uma de suas grandes batalhas, a contra os inimigos confederados 
do norte de Cana. Hoje o lago j no existe, pois foi drenado pela engenharia israelense.

3 - Rios

Os rios palestnicos so distribudos em duas bacias hidrogrficas: Bacia do Mediterrneo e Bacia do Jordo.

1) Bacia do Mediterrneo

a) Belus.  Segundo se cr, trata-se de Sior Libnate referido em Josu 19.26. Corre ao sudoeste dos termos de Asser na direo do Mediterrneo despejando as suas 
guas na baia de Acre, pouco ao sul da cidade de Ao (mais tarde denominada Ptolemaide e Acre).  torrente que se manifesta somente na poca das chuvas, permanecendo 
seco o seu leito por quase dois teros do ano.  um dos chamados "wadis" que so abundantes na palestina.
b) Quisom (ou Kishon). Este  o maio rio da Bacia do Mediterrneo e o segundo da Palestina.  Nascendo das pequenas correntes de Gilboa e Tabor, montes da Galilia, 
e recolhendo outras guas da plancie de Esdraelon, corre na direo noroeste ao largo de Monte Carmelo at desaguar no Mediterrneo, na parte sul da baia de Acre. 
As suas guas so impetuosas e perigosas durante o inverno, ao passo que no vero so escassas. Foi junto deste rio que Baraque derrotou Ssera, sendo os cadveres 
dos seus soldados arrastados pelo corrente do mesmo (juizes 5.21), e Elias matou os profetas de Baal depois do clebre desafio no monte Carmelo (I Reis 18.40).
c) Can, outro "wadi" ou torrente dos meses de chuvas, que nasce perto de Siqum e, atravessando a plancie de Saron, verte no Mediterrneo sete quilmetros ao norte 
de Jope.  mencionado em Josu 16.8 e 17.9 como limite entre as terras de Manasses e Efraim.
d) Gas  outro ribeiro "wadi", que atravessa a regio de Saron na direo leste-oeste e desgua no Mediterrneo perto de Jope. O seu nome provavelmente deve-se 
a um monte, no identificado, perto do qual foi sepultado o grande lder Josu (Josu 24.30), quando s referncias bblicas ao ribeiro encontramos em II Sam. 23.30 
e I Cron. 11.32.
e) Sorec. Nascendo nas montanhas de Jud, a sudoeste de Jerusalm, este "wadi", seguindo a direo noroeste, despeja no Mediterrneo entre Jope e Ascalon, ao norte 
da Filistia. Os flancos suaves do vale que ele percorre, por sinal largo e frtil, so famosos pelos vinhedos de uma espcie de uva sria muito apreciada. Segundo 
Juzes 14.1-5 e 16.4, nas proximidades deste rio ficava Timn , cidade de Dalila, mulher filistia, que cavou a runa de Sanso.
f) Besor. Este  o mais volumoso de todos os "wadis" que desembocam no Mediterrneo. Nasce no sul das montanhas de Jud, passa ao largo de Berseba pelo lado sul 
desta cidade e lana-se no mar a uns oito quilmetros ao sul da cidade de Gaza. Seu nome moderno  wadi sheriah.  mencionado nas Escrituras em I Sam. 30.1-25, no 
episdio da libertao dos habitantes de Ziclague das mos dos amalequilitas, por Davi e seus seiscentos homens, dos quais duzentos haviam ficado junto de Besor, 
cansados, para guardar a bagagem.        


2 - Bacias do Jordo

a) Jordo. Este  o rio principal da Palestina e corre na direo norte-sul, assim dividindo o pas em duas partes distintas - Cana propriamente dita e Transjordnia. 
Seu nome significa "declive "ou o que desce". O Jordo origina-se da confluncia de quatro pequenos rios, a 11 quilmetros ao norte do Lago de Meron, cujas cabeceiras 
-  menos as do primeiro - encontram-se nos flancos  ocidental e meridional do monte Hermon. So eles: Bareighit, o mais ocidental e cujas fontes no se alimentam 
das torrentes de Hermon. Hasbani, o mais longo - cerca de 40 quilmetros de extenso  - e tem sua nascente na encosta ocidental do Hermon a 520 m de altitude. Ledan 
o mais volumoso porque origina-se de muitas fontes nas proximidades da antiga cidade de D, no sop meridional do  Hermon, e cujo leito pode ser considerado como 
o comeo do vale do Jordo, por ser o brao  central das nascentes do grande rio. Banias, a mais oriental das quatro nascente do Jordo, a mais curta - de apenas 
8 quilmetros, porm a mais bela, que jorra de uma imensa gruta da encosta meridional do hermon, pouco  norte da antiga cidade de Cesaria de Felipe, da qual hoje 
resta apenas uma pequena aldeia cujo nome moderno  Banias.  
b) Querite. Verdadeiramente no se trata de um rio perene, e sim de um "wadi", torrente das pocas de chuvas, que desce dos montes de Efraim e desemboca no Jordo, 
pela margem ocidental, pouco ao norte de Jeric, depois de percorrer uma regio agreste, povoada de corvos e guias. Em alguma gruta nas margens deste ribeiro escondeu-se 
o profeta Elias, por ordem do Senhor, ode foi sustentado pelos corvos que lhe levavam po e carne todos os dias pela manh e  tarde ( I Reis 17.1-7).
c) Cedron. Tambm este no  um rio perene, porm nas pocas de chuvas torna-se uma torrente impetuosa. Nasce a dois quilmetros a noroeste de Jerusalm e, correndo 
na direo sudeste, passa ao lado leste da Cidade Santa pelo vale de Josaf - que separa esta do Monte das Oliveiras - e prossegue ruma sudeste at o Mar Morto, 
numa distncia de cerca de 40 quilmetros, por um leito profundo e sinuoso. Os principais fatos bblicos relacionados com o ribeiro de Cedron  so a fuga de Davi 
por causa da revolta de Absalo, seu filho(II Sam. 15.23) e a travessia de Jesus para o Jardim de Getsmane na noite de sua agonia(Joo 18.1).
d) Iarmuque.  Este  o principal afluente oriental do Jordo, embora no esteja mencionado na Bblia.   formado por trs braos, dos quais o mais setentrional recebe 
guas abundantes das vertentes orientais e meridionais do monte Hermon e desemboca no Jordo, 6quilmetros ao sul do Mar da Galilia.
e) Jaboque.  outro tributrio oriental do Jordo. Nasce ao sul do monte Gileade, corre para leste depois para o noroeste, descrevendo uma verdadeira semi-elipse, 
at desaguar no Jordo, mais ou menos no meio do curso deste entre o Mar da Galilia e o Mar Morto, depois de ter percorrido cerca de 130 quilmetros.  clebre 
na histria bblica pela luta de Jac com o anjo do Senhor, ocasio em que o nome deste foi mudado para Israel (Gn. 32.22-32).
f) Arnon. Nasce nas montanhas de Moabe, ao leste do Mar Morto, despejando neste as suas guas. Este rio primeiramente separava os Moabitas do territrio da tribo 
de Rubem, ficando como limite meridional permanente dos territrios israelitas da Transjordnia. Os profetas Isaas e Jeremias pronunciaram condenaes contra Moabe 
referindo-se a Arnon (Isaas 16.2, Jer. 48.20). O missionrio alemo F. Klein, em 1868, achou a clebre Pedra Moabita nas runas da cidade de Dibon que fica a 5 
quilmetros ao norte de Arnon. Esta pedra contm um inscrio feita pelo rei moabita Mesa em 850  a . C., em hebraico-fencio, que confirma a passagem bblica de 
II Reis 3.4-27. Os outros ribeiros, algumas vezes chamados rios, de menor significao e por trata-se de torrentes intermitentes ou "wadis", deixamos de mencionar. 

No vale do Jordo, com 426 m abaixo do nvel do mar.

A PRINCIPAL CARACTERSTICA DA REGIO CHAMADA NEVEGUE
 A regio compreende um terreno escarpado e agreste de uns 96 km de longitude, que se estende em direo E a O, entre Berseba e Cades-Barnia. Seu solo  semi-rido.



, A importncia dos hititas residiu primariamente no seu papel de intermedirios entre o Oriente e o Ocidente. Foram eles um dos grandes elos de ligao entre as 
civilizaes do Egito, do vale do Tigre - Eufrates e da regio do mar Egeu. Parece certo, alm disso, que foram os primeiros descobridores do ferro.
        Quanto aos fencios, ningum poderia negar a importncia da difuso, que a eles se deve, do conhecimento do alfabeto e de um primitivo direito comercial 
pelo mundo civilizado circundante.

O MAIOR RIO, EM EXTENSO, DO CONTINENTE AFRICANO "Salve,  Nilo"!,  tu que te manifestaste sobre esta terra e que vens em paz para dar via ao Egito. Regas a terra 
em toda a parte, deus dos gros, senhor dos peixes, criador do trigo, produtor da cevada....
Ele traz as provises deliciosas, cria todas as boas cousas,  o senhor das nutries agradveis e escolhidas. Ele produz a forragem para os animais, prov os sacrifcios 
para todos os deuses. Ele se apodera de dois pases, e os celeiros se enchem, os entrepostos regurgitam, os bens dos pobres se multiplicam; torna feliz cada um conforme 
seu desejo...
No se esculpem pedras nem esttuas em tua honra, nem se proferem palavras misteriosas para teu encantamento, no se conhece o lugar onde ele est. "Entretanto, 
governas como um rei cujos decretos esto estabelecidos pela terra inteira, por quem so bebidas as lgrimas de todos os olhos e que  prdigo de tuas bondades".

        Este cntico, composto h mais de dois milnios, exalta a importncia do Nilo para a vida do Egito antigo e, segundo Herdoto, o Egito era "uma ddiva do 
Nilo". O Nilo nascia no lago Vitria, no corao da frica equatorial, percorria o deserto da Nbia (atual Sudo) e desembocava, em forma delta, no Mediterrneo. 
Segundo Buns, o vale do Nilo se prolongava por uma extenso de 1.150 km, cuja largura variava de um mnimo de 16 km a um mximo de 50 km, com uma rea de 26.000 
km , correspondente  do Estado do Alagoas. As chuvas anuais, que caam em suas nascentes, faziam transbordar o Nilo, que depositava s suas margens o limo que 
fertilizava as terras do vale. Quando as guas baixavam, o sol escaldante preparava a terra negra, adubada pelo hmus, para o milagre da vida. Esta faixa de terra 
estreita e frtil seguia o curso do rio e era, por sua vez, cercada por escarpas e penhascos que chegavam a atingir a altura de 300 m.
 

O RIO QUE NASCE NAS MONTANHAS D'ARMNIA, CORRE NA DIREO SUDOESTE BANHANDO O LADO MERIDIONAL DA MESOPOTMIA, AT JUNTAR-SE COM O RIO EUFRATES ?
Tigre ou Hidquel

O RIO DA TERRA SANTA INMERAS VEZES REFERIDO  NAS ESCRITURAS SAGRADAS 
Rio Jordo.

A peculiaridade do Jordo   que este  o nico rio  do mundo cujo leito  inferior ao nvel do mar. A depresso comea desde trs quilmetros ao sul das guas de 
Meron,  e continua cada vez mais acentuada at chegar  a 426 m  do mar morto, cuja profundidade chega a 400 m. Portanto, trata-se de uma depresso de 826 m.
- Sendo as quatro principais a Bareihgt, a de Hasbani, Led e Banias.

O CUMPRIMENTO PERCORRIDO POR ESTE RIO 
Cerca de 340 quilmetros.

A IDIA DE DESERTO ENTRE OS JUDEUS DE ACORDO COM TRS ASPECTOS  DISTINTOS:.
a)Yeshimon - deserto absoluto, onde no h possibilidade de sobrevivncia animal ou vegetal;
    b)Heraboth - lugar devastado, desrtico, em conseqncia de destruio.  o caso de cidades destrudas pela guerra.
    c)Midibar  ou Arabali - deserto com certas possibilidades de vida animal ou vegetal que, na poca chuvoso do ano, transformava-se em campo vioso procurado pelos 
pastores para pastagem de seus rebanhos.

23 - O DESERTO DE SHUR Estende-se pelo noroeste da pennsula do Sinai, ao largo da fronteira nordeste do Egito e costa oriental do Mar Vermelho (Golfo de Suez)  
altura do seu tero superior.
A REA DO DESERTO DO SINAI
R - Abrange toda a parte sul do deserto da pennsula, incluindo o Monte Sinai, bem como a parte oriental da mesma at o fundo do Golfo d caba.

O DESERTO DE PAR
R - Cobre todo o centro da pennsula, deslocando-se  um pouco para nordeste  da mesma.

A EXPRESSO "DE DAN A BERSEBA Era a maneira de definir a extenso norte-sul do territrio palestnico".

Entende-se por cidades bblicas aquelas que de alguma forma so relacionadas com a histria bblica, ainda que no mencionadas especificamente.

  O muro servia para proteger a cidade dos ataques dos inimigos. O seu tamanho era de 20 metros de largura por 112 metros de altura. O material empregado dependia 
do predominante na regio ( barro ou pedra).

As ruas das cidades antigas eram estreitas e geralmente escuras, devido s pontes que ligavam as casas de ambos os lados: eram muito midas e sujas devido ao lixo 
das casas que eram despejado nelas.


a) Ur - Situada ao sul da Babilnia ou Caldia, hoje chamada Mugheir (perto das escavaes da antiga Ur). Cidade natural do patriarca Abrao; centro industrial, 
agrcola de grande importncia; porto martimo, segundo as descobertas arqueolgicas (o Golfo Prsico antigamente ia at Ur); antediluviana. Com a mudana do leito 
do rio Eufrates e ascendncia da cidade de Babilnia que ficava apenas a 25 quilmetros ao norte, foi perdendo a sua importncia. Nas escavaes arqueolgicas de 
Ur temos as mais antigas evidncias da cultura sumeriana. 
         
          b) Nnive - Segundo Gen. 10.11 foi uma das mais antigas cidades da Assria. Tornou-se a capital do mundo no perodo ureo do imprio assrio. Ficava  
margem oriental do Tigre superior, 50 quilmetros ao norte da confluncia do rio Zabe com aquele. Segundo Jonas 3.3 levava-se trs dias para percorrer (atravessar 
?) a cidade. Geralmente os Hebreus e outros estrangeiros nas suas descries incluam as cidades vizinhas que confinavam com Nnive como seus subrbios. Foi tomada 
pelos babilnios em 612 a.C., terminando assim a sua glria. Dois dos livros profticos do velho Testamento tm Nnive por objetivo: Jonas e Naum.


c)Damasco -  Segundo os historiadores " a cidade viva mais antiga da terra ", localizada ao sul da Sria, no planalto oriental do Ante-Lbano. Atravs dos sculos 
tem sido a capital da Sria. Notvel por se constituir centro estratgico para o comrcio do mundo antigo, por tratar-se de um ponto de entroncamento das estradas 
que comunicavam Egito e Arbia com Assria, Babilnia e Roma (via feso, na sia Menor). Conforme a tradio, Damasco teve por fundador Uz, neto de Sem, que habitava 
aquelas regies (provavelmente nas Escrituras Sagradas em que as referncias vo desde os dias das peregrinaes de Abrao (Gen. 14) at o tempo do apstolo S. Paulo 
(Gal.1.l7).

d) Mnfis - Os hebreus a conheciam pelo nome de NOFE (Is.19.13). A cidade mais importante do Egito setentrional que, segundo Herdoto, teria sido edificada por Menes, 
primeiro rei do Egito mencionado na histria, localizada na margem ocidental do Nilo, cerca de 20 quilmetros ao sul de Cairo, atual capital do Egito. As pirmides 
egpcias mais famosas ficam perto desta cidade. Os judeus que ficaram na Palestina depois da destruio de Jerusalm pelo rei babilnio Nabucodonozor, mais tarde 
fugiram para o Egito e se estabeleceram em Mnfis (nofe) e mais outros pontos daquele pas (Jer. 44.1). Hoje no local da antiga capital do baixo Egito acham-se duas 
aldeias.
e) Babilnia - A antiga e bela capital do famoso imprio babilnico, notvel pelos seus maravilhosos palcios, jardins suspensos, muralhas quase inexpugnveis, etc. 
Segundo Herdoto, historiador grego - citado por J.D. Davis em seu Dicionrio da Bblia - as muralhas que cercavam a "cidade maravilhosa" do mundo antigo eram duplas 
e tinha cerca de 28 metros de largura e at 112 metros de altura e 96 quilmetros de extenso, construdas de tijolos com argamassa e betume com 250 torres e 100 
portes de cobre. Conforme Jeremias 51.58 podemos imaginar o que eram os muros de Babilnia. Esta 
f) Cidade foi edificada sobre as duas margens do rio Eufrates, em torno do local da torre de Babel, cerca de 500 quilmetros a noroeste do Golfo Prsico (250 quilmetros 
ao tempo de Abrao, pois que Ur, cidade do Patriarca, era cidade martima conforme provam as escavaes  em runas que hoje ficam a cerca  de 250 quilmetros do 
fundo do Golfo Prsico). A poca do seu maior esplendor foi a do tempo de Nabucodonozor, ou seja, VI sculo a..C., portanto nos dias do profeta Daniel, quando o 
povo de Israel foi levado cativo para aquela regio. As suas origens pr-histricas remontam aos dias de Ninrode (Gen. 10.10). Foi na cidade de Babilnia que Alexandre, 
o Grande, terminou os seus dias em 323 a . C.
g)  Ar - Poucos informes temos desta cidade. Porm sabemos que ficava na regio chamada Ar-naaraim, ou Pad-ar, no planalto setentrional da Mesopotmia, onde 
permaneceram por algum tempo Ter e seus filhos depois de deixarem Ur. Entretanto, pelo que se pode concluir de alguns dados arqueolgicos, tratava-se de um importante 
centro militar e comercial, ponto de convergncia dos caminhos da Assria, Babilnia, sia Menor, Egito (via Palestina) e Sria.                                 

  
h) Jerusalm - (" lugar de Paz", "habitao segura"). Entre as cidades mais clebres do mundo encontramos Jerusalm. E no que diz respeito   histria bblica ela 
ocupa o primeiro lugar. Esta posio privilegiada de Jerusalm no est em sua extenso, nem em sua riqueza ou expresso cultural e artstica, e sim em sua profunda 
e ampla relao com a revelao, ou seja, no seu sentido religioso. Ela foi, de um modo especial, o cenrio das manifestaes patentes e evidentes do poder, da justia, 
da sabedoria, da bondade, da misericrdia, enfim, da grandeza de Deus. Por isto as aluses profticas e apostlicas a apresentam como o prprio smbolo do cu ( 
Is. 52.1-4; Ap. cap. 21).
1) Durante a sua longa histria - j cerca de 4.000 anos - a cidade era conhecida por vrios nomes, assim como: 
1.1 - URUSALIM, encontrado nas cartas de Tel-el-Amarna escritas por volta de 1.400 a . C., provavelmente  o seu nome mais antigo.
1.2 - SALM,  o nome mais antigo que aparece na Bblia, j em uso nos dias de Abrao (Gen.14.18). Provavelmente trata-se de uma abreviao da palavra Jerusalm, 
cidade devotada a Shalem, antiga divindade semtica da paz e prosperidade.
1.3 - JEBUS , Assim era conhecida a cidade de Jebuseus na poca de Juzes (Juizes 19.10,11).
1.4 - JERUSALM,  o nome mais comum e que permanece at o presente.
1.5 - SIO, este era o nome de um dos montes da cidade.
1.6 - CIDADE DE DAVI OU CIDADE DO GRANDE REI. E estes nomes relacionam-se com o ato herico de Davi na tomada da fortaleza, quando ento a cidade foi conquistada 
e feita a capital do reino de Israel (I Reis 8.1; II Reis 14.20; Salmo 48.2).
1.7 - CIDADE DE DEUS OU CIDADE SANTA. Assim chamada por estar ali, o templo nacional; o local do culto centralizada (Salmo 46.4; Neem. 11.1).
1.8 - CIDADE DE JUD, ou seja, a capital do reino de Jud, a cidade principal de reino (II Cron. 25.28).
1.9 - AELIA CAPITOLINA, foi o nome dado pelo imperador romano Adriano que a reedificou no II s. A . D. Aelia - em honra a Adriano, cujo primeiro nome era Aelius 
e Capitolina - por Ter sido dedicada a Jpiter Capitolino, divindade suprema dos romanos.
1.10  - EL-KUDS,  o nome que os rabes deram a Jerusalm. O seu significado  "santa".

 h) Tiro - Cidade antiga e muito importante na Fencia.   Conforme relatos de escritores e historiadores antigos (Herdoto e outros), sua fundao remonta a 2.750 
anos a . C.  mencionada muitas vezes nas Escrituras Sagradas, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. De incio a cidade foi edificada sobre um pequeno promontrio, 
transferindo-se mais tarde para uma ilha prxima a fim de resistir melhor aos constantes ataques dos inimigos. Mas Alexandre, o Grande, tomou a ilha de Tiro em 332 
a . C., depois de sete meses de cerco, tendo construdo um molhe atravs do estreito que a separava do continente. Foram os trios navegantes e comerciantes famosos 
que mantinham relaes com regies as mais distantes. Foram eles que fundaram Cartago, na frica setentrional, no sculo IX a . C. Ao templo de Davi e Salomo o 
rei de Tiro, Hiro, manteve estreita amizade com Israel, ajudando com sua madeira e artfices a construir os palcios e o templo (II Cr. 2.1-16). Foram as cidades 
fencias Tiro e Sidon as nicas em territrio estrangeiro que Jesus visitou durante o seu ministrio terreno (Mt. 15.21-31). Paulo tocou em Tiro no final de sua 
terceira viagem missionria, onde havia um grupo de cristos. Orgenes, um dos notveis pais da Igreja Crist, que morreu em 254 A..D., foi sepultado na baslica 
crist de Tiro. O nome moderno desta cidade  SUR.

i) Sidon -Outra cidade importante e muito antiga da Fencia, cerca de 30 quilmetros ao norte de Tiro, porto martimo do Mediterrneo,  freqentemente referida 
na Bblia. Foi arrasada, muitas vezes, pelos conquistadores, e reconstruda. Hoje seu nome  SAIDA. A importncia desta cidade foi to grande que os historiadores 
da Antigidade freqentemente referiam-se aos sidnios como sinnimo de fencios. Um dos reis sidnios, Etbaal, era pai de Jezabel, a terrvel mulher de Acabe, rei 
de Israel. Segundo pode-se concluir das referncias bblicas, os sidnios, parece, no mantiveram as mesmas relaes com os hebreus que mantiveram os trios, pois 
muitas so as profecias contra Sidon. Paulo tocou neste porto, quando de sua viagem para Roma ( At. 27.3). Onde possua amigos.

 
j) Atenas - Este  o nome da capital da tica, um dos estados da Grcia, fundada em 1156 a. C., que em 1834 tornou-se a capital de todo o reino da Grcia, distante 
cerca de 9 quilmetros do mar Pireu, sendo seu porto comercial mais prximo Falero. Atenas era clebre como centro da cincia, da literatura e das artes do mundo 
antigo, atraindo inmeros estudantes de todas as regies. As referncias bblicas a esta cidade so todas elas relacionadas com a obra missionria de Paulo (At. 
17:15 -18: I Tes. 3:1).

k) feso - A cidade mais importante da costa ocidental da sia Menor, cuja origem remonta ao sc. XI a. C., localizada na margem direita do rio Caiser, cerca de 
l8 quilmetros da desembocadura deste no mar Egeu, na provncia de Ldia. Era a um s tempo o porto mais importante do Egeu oriental, a Capital da sia Proconsular 
e o entroncamento das duas estradas mais importantes (leste-oeste e norte-sul) da grande pennsula do tempo dos romanos. Seu magnfico  templo consagrado  deusa 
Diana (rtemis, dos gregos), que levou 220 anos para ser construdo e tinha 55 m de largura por 112 m de comprimento, seu hipdromo eram de fama mundial. Paulo, 
reconhecendo a importncia estratgica de feso, ficou ali durante dois anos e trs meses (At. 19:8 -10) entre os anos 54 e 57 a. d., realizando o seu maior trabalho 
missionrio.
l) Roma -  Cidade das mais antigas da pennsula itlica, edificada sobre sete colinas, na margem esquerda do rio Tigre, a 24 quilmetros da desembocadura deste no 
mar Tirreno, na costa ocidental da pennsula. A data de sua fundao, universalmente aceita,  753 a. C. Famosa por Ter sido a Capital poltica e cultural do mundo 
por vrios sculos. Ao tempo do apstolo Paulo a "Cidade eterna" - como  chamada - j possua cerca de 1.000.000 de habitantes. Paulo 
m) esteve preso em Roma durante dois anos e dali escreveu quatro epstolas: ao Efsios, aos Filipenses, aos Colossenses e a Filemon.

n) Sus -Cidade real e residncia dos soberanos da Prsia, na provncia de El, sobre o rio Ulai. Susanquitas, eram os colonos de Samaria, anteriormente habitantes 
de Sus. Ed. 4.9; Ne. 1.1; Et. 1.2; Dn 8.2
n)Estinna -

0)Nipur -

p)Erec - A  Segunda das quatro cidades fundadas por Ninrode, um bisneto de No, na terra de Sinear, Gn. 10.10. Permanecem as runas muito ao sul de Babilnia, ao 
oriente do Eufrates, na plancie de Sinear. Existem atualmente, entre as runas, partes da imponente torre de Eana, construda 2300 a. C.
q) Mari -

r) Assur - Adquiriu, parece, o nome Assria, da cidade de Assur, cujas runas se encontram nas margens do Tigre, cento e onze quilmetros abaixo  de Nnive. E o 
cidade de Assur recebeu  seu nome, talvez, de Assur,  filho de Sem e neto de No ( Gn .10.22), a quem  a idolatria tinha elevado a posio dum deus. A Assria era 
"a terra do deus Assur". Imprio grande e poderoso, no territrio do alto Tigre, Gn. 2.14. Sua capital era Nnive, Gn 10.11. As escavaes recentes, nas runas dos 
palcios assrios, revelam que este povo partilhava em alto grau da civilizao de Babilnia, de onde havia emigrado. Os babilnios eram agricultores, mas os assrios 
eram povos militar e comercial, simples nos seus costumes, mas cruis e ferozes, empalando, e queimando vivos os habitantes das cidades conquistadas. Os assrios 
eram sempre um povo de receio e de horror para o povo de Israel.
 
s)Har - Cidade onde Ter habitou depois de sair de Ur dos Caldeus, e de onde Abrao partiu, pela f, para ir a terra de Cana.

t) Karkemish - Antiga capital dos heteus, situada no rio Eufrates, no norte  da Sria. Tomada por Sarga II, 717 a. C., Nabucodonozor derrotou Neco, rei do Egito, 
em Carquemis, em 605 a. C.

u)Tarso - A principal cidade da Cilcia, na parte oriental da sia Menor. Tarso era a terra natal e primitiva residncia de Paulo, At. 9.11; 11.25; 21.39. Era afamada 
pelo fato de ser um centro de educao sob o governo dos primeiros imperadores.







08(OITO) NOMES DIFERENTES DA REGIO DA PALESTINA QUE TEM RECEBIDO ATRAVS DOS TEMPOS - Terra de Cana, Terra dos Amorreus, Terra dos Hebreus, Terra de Israel, Terra 
de Jud, Terra da Promessa, Palestina e Terra Santa.

    Est localizada no continente asitico, a 30  latitude norte, banhada pelo Mar Mediterrneo (extremo leste) em toda a extenso do seu limite ocidental, mais 
ou menos eqidistante dos pontos principais do mundo antigo, a Palestina constitua-se num centro de gravidade para o mundo e as civilizaes da Antigidade. Do 
ponto de vista comercial ficava na rota obrigatria do trfego entre o Oriente e o Ocidente, bem como entre o Norte e o Sul; e do ponto de vista poltico igualmente 
passagem inevitvel dos exrcitos conquistadores das grandes potncias ao seu redor, razo pela quais estas se interessavam por sua conquista e fortificao da 
as devastaes sofridas pela Palestina em repetidas ocasies durante a sua histria.
A Palestina limita-se: ao norte - com a Sria e Fencia ; ao leste - com partes da Sria e partes da Arbia (deserto arbico); ao sul - com Arbia; a oeste - com 
o Mar Mediterrneo. Naturalmente estes so os limites mdios ou prevalecentes da histria poltica da Palestina, havendo pocas em que eles sofriam algumas modificaes 
resultantes das conquistas ou perdas nas lutas com as naes vizinhas.

Israel, hb. Que luta com Deus, nome dado a Jac, depois de ter lutado com Deus, Gn. 32.28; 35.10. Esta designao ocorre com freqncia no Velho Testamento e significa 
terra pertencente aos descendentes de Jac, a quem o Senhor ps o nome e de cujos doze filhos formaram-se as doze tribos que constituram o povo de Israel. Aps 
o cisma este nome aplicava-se apenas ao reino do norte. O Pas atual, compreendendo a maior parte da Palestina. O reino antigo, a Palestina, compreendia as terras 
ocupadas pelo povo hebraico; estabelecido cerca de 1025 a. C. dividido cerca de 933 a.C. no reino do sul, a Judia e o reino do norte, Israel. Era antes da primeira 
Guerra Mundial, uma parte do Imprio Otomano; de 1923 a 1948 um mandato britnico; desde 1948, at hoje, uma repblica. Jerusalm  sua capital; Telavive e Jafa, 
duas das cidades principais.

SE COMPARARMOS UM ESTADO BRASILEIRO COM A PALESTINA O estado do Sergipe.

A Palestina era um ponto destacado no mundo antigo devido  sua situao entre os continentes da sia e frica, os mares Mediterrneo e o ndico. Embora sua extenso 
territorial fosse muito mais reduzida que a de seus poderosos vizinhos, a Palestina contribuiu para a histria da humanidade com pginas de importncia transcendental, 
fazendo sentir sua influncia at aos confins da terra. O desenvolvimento desta histria no pode ser devidamente apreciado sem correlacion-lo com seu cenrio geogrfico.
          O territrio referido teve diversas denominaes no transcurso dos sculos, sendo as mais comuns Cana, Palestina e a Terra da Promessa, as quais tm sido 
empregadas com diferentes sentidos e diferentes limitaes.
                                
                                        CANA

Nome original tomado do ancestral de seus primitivos habitantes, designava, a princpio, uma seo da regio costeira da Palestina ocupada pela Fencia, estendendo-se 
depois a Sarom para distingui-la da Cordilheira Central; porm, posteriormente se aplicava em primeiro lugar para incluir o vale do Jordo e depois toda a regio 
entre o Jordo e o Mediterrneo, que se encontra entre o Lbano ao N e o deserto da Arbia. Com freqncia d-se a esta regio, exclusivamente, o nome de Palestina. 
A rea de Cana  de 26.390 quilmetros quadrados, mais ou menos, a qual inclui o terreno filisteu, que alcanava 4.589 quilmetros quadrados na poca de sua maior 
extenso territorial. Sua largura de Acre ao Mar da Galilia e de 42 km e de Gaza ao Mar Morto  de 88 km (Nm. 32.26 - 32) .

                                  PALESTINA

* Segundo termo, Palestina,  uma adaptao da palavra filistia que significa o terreno dos filisteus que haviam desempenhado um papel muito importante na histria 
hebraica, pelo que os escritores gregos e latinos o aplicaram a todo o pas. A palestina propriamente dita, a Terra das Doze Tribos, que abrange Cana e a regio 
Transjordnia, est situada no extremo meridional da curva ocidental do Frtil Crescente, entre 31 e 35 latitude N e 32 15' e 34 30' latitude E, limitado ao 
N com o rio Leontes, o monte Lbano e o monte Hermon, ao E com o deserto Srio, ao S com o deserto da Arbia e a O com o mar Mediterrneo. As fronteiras da Palestina 
que tm a forma de um paralelogramo encerram uma rea de 26.390 km 2, sendo a maior longitude do territrio por volta de 288 km.

                    TERRA DA PROMESSA

No sentido mais amplo da palavra refere-se ao territrio em toda sua extenso, que Deus havia prometido a Abrao, o qual foi possudo por Israel somente durante 
uma parte dos reinados de Davi e Salomo. Compreende o retngulo de terreno entre o Sior (torrente do Egito), Monte Hor e Cades-Barnia pelo S, estendendo-se  entrada 
de hamate pelo N e entre o curso superior do Eufrates a NE at ao mar Mediterrneo a  Sua rea total excede a 156.000 km2. Outras designaes, tais como Terra de 
Israel, o Pas dos Hebreus e a Terra do Eterno, no necessitam de explanao (I Sm. 13.19, Gn. 40.15 e Lv. 25.23).


PLANCIES: 
a) Plancie do Acre ou Aco - regio do extremo noroeste da costa palestnica, ao sul da Fencia e que se estende at o monte Carmelo, bordejando a baa do Acre. 
Jz. 1.31

b)Plancie de Saron - regio compreendida  entre o monte Carmelo e a cidade de Jope, alargando-se na direo das montanhas da regio centra  medida que avana para 
o sul. Esta plancie  particularmente conhecida pelos famosos lrios e outras variedades de flores.

c) Plancie Filstia ou Martima -  a faixa de terra habitada pelos filisteus, entre Jope e Gaza, no sudoeste da Palestina, ou seja, junto da costa sul, com cerca 
de 75 quilmetros de comprimento por 25 de largura. Regio muito frtil, produzindo em abundncia de cereais e frutas. As cinco cidades principais dos filisteus, 
fortemente muradas, eram: Gaza, Ecron, Azoto, Ascalom e Gate. Eram as fortalezas da plancie.

d) Plancie de Sefel - regio situada entre a plancie da Filistia e as montanhas de Jud ao oriente, cujo nvel  ligeiramente mais elevado que o da plancie da 
Filistia, semeada de colinas baixas e muito frteis, produzindo principalmente trigo, uva e oliva.
e) Plancie de Jesreel ou Esdraelon - tambm chamada Armagedon. Embora possa tambm ser classificada como vale, pela sua extenso e aspecto do conjunto  prefervel 
qualifica-la de plancie. Confluncia de trs vales, dos quais o central - Jesreel -  o mais importante, a plancie que traz este nome  considerada a maior da 
Palestina e a mais formosa. Est situada entre os montes de Galilia e os de Samaria, alargando-se para o noroeste at as fraldas do monte Carmelo e sul dos montes 
Lbanos. No ngulo suleste da plancie fica o local da antiga e importante cidade fortificada de Jesreel, que foi a capital do reino do Norte ao tempo de Acabe e 
Jezabel. Para o leste desta cidade desce o vale de Jesreel at atingir o Jordo na altura de Bete Se. De modo que a cidade empresta o seu nome tanto  plancie 
que se estende para o noroeste da mesma, como ao vale que toma a direo leste. 
Devido  sua posio estratgica, via de comunicao natural entre damasco e Mediterrneo, a plancie foi palco de inmeras batalhas desde os dias de Gideo, na 
poca de Juzes. O rio Quison (kishon) atravessa a plancie longitudinalmente, de leste a oeste, desembocando no mediterrneo ao norte do monte Carmelo.
O nome proftico desta plancie - Armagedon (apoc. 16.16), que significa "montanhas de Megido" -  uma associao de fundo histrico com as sangrentas batalhas ocorridas 
perto da cidade de Megido, ao sul da plancie, para caracterizar as futuras dores e os triunfos do povo de Deus.

OS VALES: 
 A Palestina e terra de muitos vales. 
1 - Vale do Jordo - Este  o maior vale da Palestina; comeando ao sop do monte Hermon, no extremo norte, corta o pas longitudinalmente at o mar morto, no extremo 
sul. No seu ponto inicial  muito estreito, cerca de 100 metros, alargando-se para 3 quilmetros logo abaixo do mar da Galilia, chegando a 15 quilmetros na regio 
de Jeric, e tornando a estreitar-se pouco antes de chegar ao Mar Morto, seu ponto final, Por este vale corre o clebre rio Jordo que lhe empresta o nome.  o vale 
que chega  maior profundidade de toda a face da terra - 426 m abaixo do nvel do mar Mediterrneo, numa distncia de 215 quilmetros em linha reta desde Hermon 
at o Mar Morto. 

2 - Vale de Acor. Este fica entre as terras de Jud e Benjamim, ao sul de Jeric, no qual se deu o apedrejamento e queima de Ac e toda a sua famlia.

3 - Vale de Aijalon. Situa-se na regio de sefel, a 24 quilmetros a noroeste de Jerusalm, onde se deu a clebre batalha de Josu com os amorreus quando o sol 
parou sobre Gabaon e a lua sobre o vale de Aijalon. Sua extenso mede-se em dezoito quilmetros de comprimento na direo do Mediterrneo, por nove de largura.

4 - Vale de Escol. A oeste de Hebron,  famoso pela sua fertilidade especialmente a dos vinhedos. Segundo Nm. 13.22- 27, foi deste vale que os espias levaram a 
Moiss um cacho de uvas to pesado que foram necessrios dois homens para transport-lo. 

5 - Vale Hebran ou Manre. Fica a cerca de 30 quilmetros a sudoeste de Jerusalm, no qual se levanta a clebre cidade de Hebron, em cujas cercanias fixaram-se por 
longo tempo a famlia de Abrao.

6 - Vale de Sidim. Conforme Gen. 14.3 - 10, tudo faz crer que este  o vale onde se encontra hoje o Mar Morto, especialmente a parte do sul do mesmo, provvel regio 
de Sodoma e Gomorra. 

7 - Vale de Siqum . Situado no centro de Cana, entre os montes Gerizim ao sul e Ebal ao norte, tem cerca de 12 quilmetros de comprimento, estendendo-se na direo 
noroeste da cidade de Siqum, chamada atualmente Nablus. Neste vale se encontra o famoso poo de Jac,  beira do  qual Jesus falou  samaritana.

8 - Vale de Basan, o qual no se encontra citado na Bblia mas cujas referncias encontra-se na literatura profana. Provavelmente trata-se do vale por onde corre 
o rio Yarmuque, no nordeste da Palestina.

OS DOIS PLANALTOS GERAIS DA PALESTINA Planalto Central e Planalto Oriental

OS MONTES QUE CORRESPONDEM OS DE NAFTALI - Monte Hatin, Monte Tabor, Monte Gilboa e Monte Carmelo. Estes quatros montes so os mais importantes.

OS DE EFRAIN SO: Monte Ebal e Mone Gerizim.
        OS DE JUD SO: Monte Sio, Monte Mori, Monte das Oliveiras e Monte da Tentao ou da Quarentena.

OS MARES QUE BANHAM A PALESTINA - Mar Mediterrneo , : Mar Morto, e Mar da Galilia..

OS OUTROS NOMES DO MAR MEDITERRNEO
Mar Grande e Mar Ocidental.

A PROFUNDIDADE DO MAR MORTOR - 400 metros. Foi lhe dado pelos gegrafos e historiadores antigos do sculo II da nossa era, Pausnias (grego) e Justino (romano), 
devido ao aspecto triste e desolador que domina a regio.


OS OUTROS NOMES DO MAR DA GALILIA
R - Mar Quinerete, Mar de Tiberades e Lago de Genezar.

O NOME DO NICO LAGO DA PALESTINA- Lago de Meron.

OS RIOS QUE FAZEM PARTE DA BACIA DO MEDITERRNEO E DA BACIA DO JORDO 
Bacia do Mediterrneo - Rio Belus, Quison,Can, Gas, Sorec e Besor; 
        Bacia do Jordo - Jordo,Querite, Cedron, Iarmuque, Jaboque e Arnon.

UM CLIMA BASTANTE VARIADO NA PALESTINA - Isto se deve a 5 fatores, que so: Posio geogrfica, Topografia acidentada, A proximidade do Mediterrneo, A proximidade 
dos desertos e os ventos. Os climas encontrados so: Subtropical ou temperado brando, correntes areas frias e quentes, precipitaes de chuvas, correntes de ar 
quentes, correntes midas do mar, geadas fortes .

OS PRODUTOS AGRCOLAS MAIS COMUNS NA PALESTINA E OS ANIMAIS MAIS IMPORTANTES - Trigo, Oliva, uva, cevada, lentilha, feijo, pepino, cebola, alho, mostarda, figo, 
melo tmara e rom; - Vaca, ovelha, cabra, mula, camelo, jumento, co  e o cavalo.

GAFANHOTO.  - Arrancando-lhe as asas e os ps, puxava-se a cabea, comprimindo ao mesmo tempo o corpo, assim retirando-lhe os intestinos. Depois o corpo do gafanhoto 
e secado ao sol, tostado no fogo ou frito no azeite, e est pronto para o consumo.

OS METAIS MAIS ABUNDANTES - A prata, o cobre, o estanho, o chumbo, e o ouro.

AS TRIBOS QUE OCUPAVAM A PALESTINA ANTES DA CHEGADA DE ABRAO
R - Os Cananeus, Amorreus, Heteus, Heveus, Jebuseus, Perizeus, Refains e Girgazeus.

OS HABITANTES VIZINHOS DA PALESTINA NO TEMPO DA CONQUISTA DOS HEBREUS 
  Os Amalequitas, Edomitas, Moabitas, Midianitas, Amonitas, Srios, Fencios e Filisteus.


JERIC - Era uma cidade grande e bem fortificada, dominando a passagem do Jordo ao sudeste da Palestina  margem do caminho de Jerusalm para a Transjordnia. Foi 
destruda milagrosamente, aos olhos do povo de Deus comandado por Josu. Naquela ocasio, Josu amaldioou o homem que viesse a reedificar a cidade, o que se cumpriu 
cerca de 500 anos depois, nos dias do rei Acabe (I Rs. 16.34).

HEBRON - Abrao, ao chegar  terra de Cana permaneceu por algum tempo em Hebron (Gn. 13.1l8). Foi l que ele adquiriu a cova de macpela dos heteus para sepultar 
a sua mulher Sara, lugar este que se tornou verdadeiro cemitrio dos patriarcas, pois mais tarde ali foram sepultados tambm Abrao, seu filho Isaque e sua mulher 
Rebeca, bem com Jac e sua mulher Lia (Gn. 23.9,17,19).

BELM - Tambm  uma das mais antigas cidades da Palestina. Seu nome bblico  Bethlehem-Efrata (que significa "casa de po") ou Belm de Jud., para distinguir 
de outra cidade de igual nome existente na plancie de Esdraelon.  A primeira meno de Belm na Bblia  relativa aos tempos patriarcais, quando da morte de Raquel, 
a amada de Jac, que ocorreu pouco ao norte desta cidade por ocasio do nascimento de Benjamim (Gn. 35.16-20). Foi ali que se realizou o casamento de Boaz com a 
moabita Rute, uma estrangeira que se tornou a bisav do rei Davi, e portanto, ascendente de Jesus (Rt. 4. 21-22). 

JOPE - Jafa ou Yafa .  outra cidade das mais antigas da Palestina e, segundo alguns escritores romanos,  at antediluviana. E segundo os registros egpcios o seu 
nome j era conhecido nos dias de Fara Totms III (1490 - 1435) a..C., bem como nos de Fara Amenotepe IV (Cartas de Tel-el-Amarna, 1370 a. C.. Foi neste porto 
que Jonas, o profeta, embarcou para Trsis tentando fugir  vontande de Deus ( Jn. 1.3) J nos dias do Novo Testamento Jope aparece no livro de Atos com duas ocorrncias 
do ministrio do Apstolo Pedro: a da ressurreio de Tabita e a da viso na casa de Simo, o curtidor, que dissipou as dvidas do apsltolo quanto ao acesso dos 
gentios  graa do evangelho.

SIQUM - Esta  mais uma das cidades antigas da Palestina, pois a sua histria remonta a mais de 2000 a. C., quando das peregrinaes de Abrao. 
        Mais tarde Jac, ao voltar da Mesopotmia, fixou-se ali e levantou um altar ao Senhor (Gn. 33.18-20). Nas cercanias de Siqum Jac cavou um poo  que tornou-se 
clebre pelo encontro que se deu junto do mesmo entre Jesus e a mulher samaritana. Tambm ali foram enterrados os ossos de Jos trazidos do Egito (Js. 24:32). 

SAMARIA - Fundada em 921 a..C. por Onri, rei de Israel e pai de Acabe, esta cidade foi uma das mais importantes e influentes na vida de Israel. Caiu sobre o poder 
da Assria em 722 a. C. , depois de um prolongado cerco que comeou no tempo de Salmanasar V e terminou no de Sargo II. Os profetas freqentemente condenavam Samaria 
por sua idolatria, a ponto de tornar-se aquela cidade sinnimo de infidelidade a Jeov.

NAZAR - Foi onde transcorreu a infncia e juventude de Jesus, razo porque ele foi conhecido como Jesus de Nazar. No Novo Testamento registra-se a sua incredulidade. 
Por algum motivo no gozava de boa reputao entre os Judeus (Jo. 1.46). Entretanto, para os cristos, depois de Jerusalm e Belm, ela  a cidade mais clebre da 
Palestina.

CESARIA - Foi construda por Herodes, o Grande, no local da antiga cidadela dos filisteus chamada Torre de Strato, e cognominada de Cesaria em homenagem a Csar 
Augusto, imperador romano. L estava  sede da administrao civil e militar da provncia romana.  O apstolo Paulo esteve ali, por quase dois anos preso, aps a 
sua magnfica defesa diante de Festo e Agripa e de onde embarcou para Roma. Foi ali que nasceu o clebre Eusbio, "primeiro historiador da igreja crist e o primeiro 
gegrafo da Palestina".

CESARIA DE FILIPO - O tetrarca Filipe deu este nome  antiga vila fencia de Baall-Gade em honra a Tibrio Csar, seu protetor. E para distingui-la da Cesaria 
do Mediterrneo acrescentou-lhe o seu prprio nome. A sua primeira meno na Bblia est em Js. 11 quando os cananeus ali ofereceram a sua resistncia ao exrcito 
de Josu.  O acontecimento mais importante para os cristos foi que ali Pedro fez a sua clebre confisso: "Tu s o Cristo, o Filho do Deus vivo", ocasio em que 
Jesus pronunciou a profecia da indestrutibilidade de sua igreja. (Mt. 16.13,18,24)..

TIBERADES - A cidade no  mencionada no Velho Testamento e uma nica vez seu nome aparece no Novo Testamento (Jo. 6.23). O nome da cidade foi dado em homenagem 
ao imperador romano da poca, Tibrio Csar. No temos notcia de que Jesus tivesse visitado alguma vez a cidade, apesar de sua importncia. 

CAFARNAUM - No h certeza absoluta do local exato de Cafarnaum. Sabemos, porm, que era cidade da costa noroeste do Mar da Galilia, a principal entre outras tantas 
da regio, posto militar romano (Mt. 9.9 -13). Pelos vestgios das antigas estradas h indcios de que Cafarnaum era o Centro Comercial movimentado, pois ficava 
na margem da rota entre Damasco, na Sria, e Ptolemaide, no Mediterrneo. Mas o fato mais importante para os estudiosos da Bblia  que Cafarnaum era a cidade residencial 
de Jesus, bem como do seu discpulo Pedro (Mt.9.1 e 8. 14 - 17). Tambm foi ali que o Salvador realizou o maior nmero de milagres e pronunciou os mais profundos 
ensinamentos. 

JERUSALM - ("lugar de Paz", "habitao segura"). Entre as cidades mais clebres do mundo encontramos Jerusalm. E no que diz respeito  histria bblica ela ocupa 
o primeiro lugar. Esta posio privilegiada de Jerusalm no em sua extenso, nem em sua riqueza ou expresso cultural e artstica, e sim em sua profunda e ampla 
relao com a revelao, ou seja, no seu sentido religioso. Ela foi, de uma especial, o cenrio das manifestaes patentes e evidentes do poder, da justia, da sabedoria, 
da bondade, da misericrdia, enfim, da grandeza de Deus. .

09(NOVE) NOMES ATRIBUDOS A JERUSALM.
  Urusali, Jebus, Jerusalm, Cidade de Davi (cidade do grande rei), Cidade de Deus (Cidade Santa), Cidade de Jud, Aelia Capitolina.

O CASAMENTO DOS JUDEUS 
Os hebreus consideravam o casamento de origem divina e de importncia bsica para a vida individual, social e nacional (Gn. 2.18; 1.28). Segundo o ideal divino o 
casamento havia de ser monogmico (Mt. 19. 1 - 8);  a poligamia era tolerada no Velho Testamento, porm no Novo Testamento inteiramente repudiada. A Concubinagem 
era tolerada nos casos de esterilidade da mulher legtima, mas freqentemente tambm fora desta condio, especialmente entre os ricos, nobres de reis (Gn. 16.2; 
30.3,4,9; I Sm 1.2) A posio da concubina sempre era de uma esposa secundria, pois geralmente era uma serva (escrava) ou prisioneira de guerra, e poderia ser despedida 
em qualquer tempo e sem qualquer direito a amparo (Deut. 21.10 - 14). Entretanto, a Bblia no esconde os males da poligamia e da concubinagem. O casamento misto 
era proibido em defesa da famlia, da tribo e da pureza da raa (Deut.7.1 - 4). Havia tambm o casamento por levirato, quando por morte do marido que no deixava 
filhos, o irmo deste deveria casar-se com a cunhada viva para suscitar descendncia ao seu irmo falecido (Deut. 25.5).

O CONTRATO DE CASAMENTO 
        Era um meio pelo qual consistia na consultas quanto ao destino dos bens por fora do enlace, que no poderia enfraquecer a tribo e nem expor a moa ao desamparo; 
e nos acertos quanto ao dote que o noivo havia de pagar ao pai da moa (uma espcie de ddiva que compensava a perda da filha).

O PRIMEIRO ATO DO CASAMENTO 
O noivado
 A festa de npcias durava, geralmente, sete dias (Jz.. 14.12)., prolongando-se, excepcionalmente, at catorze dias. O noivado, sendo rico, distribua roupa nupcial 
aos convidados (Mt. 22.11). Saindo de sua casa, ia  casa dos pais da noiva, acompanhado de seus amigos e vestido de sua melhor roupa, com grinalda na cabea (Cnt. 
3.11; Is. 61.10), ao som de msica e de cnticos. Quando as npcias eram realizadas  noite, as pessoas que acompanhavam o cortejo muniam-se de tochas (lmpadas). 
Recebendo a esposa na casa dos pais desta, com rosto velado, acompanhada das bnos paternais, o esposo a conduzia, em cortejo ainda maior, para a casa de seu pai 
ou para a sua prpria, onde seguia-se o banquete depois do qual os noivos eram conduzidos  cmara nupcial (Mt. 22.1 - 10; 25;1 - 13). Nos seis dias subseqentes, 
as festas continuavam, embora mais resumidas. A lua de mel legal era de um ano, durante a qual o marido estava isento das obrigaes militares.  

A dissoluo dos laos matrimoniais (divrcio) entre os hebreus, era permitida como uma "necessidade calamitosa", porm no aprovada, e mesmo repudiada j na ltima 
parte do Velho Testamento (Deut. 24.1; Mt. 2.13 - 16). Tambm Jesus repudiou o divrcio, exceto no caso de adultrio (Mt. 19.3 - 9). O divrcio tinha que ser efetivado 
por um documento escrito, chamado "carta de divrcio", entregue a mulher pelo marido (Deut. 24.3 Mt. 19.7), para lhe dar direito a um novo casamento. Se, porm, 
viesse a divorciar -se do segundo marido, ou mesmo se este viesse a morrer, j no poderia reconciliar-se com o primeiro, uma vez que se encontrava contaminada pela 
coabitao com outro homem (deut. 24.4).

AS CONSIDERAES PARA COM OS FILHOS 
Eram considerados ddivas divina (Sal. 127.3,5), especialmente os do sexo masculino. Por isso a esterilidade era julgada como uma falta de favor de Deus. A herana 
era dividida somente entre os filhos do sexo masculino. As filhas recebiam a herana somente na falta de filhos herdeiros. As filhas solteiras eram sustentadas pelos 
irmos at que se casassem. Seu casamento podia ocorrer somente com algum de dentro da mesma tribo. A primogenitura era honrada e respeitada entre todos os povos 
orientais. O primognito recebia poro dobrada dos bens paternos; com a morte do pai, assumia a direo da famlia e as funes sacerdotais da mesma (na poca anterior 
 doao da lei Mosaica). Quanto  educao dos filhos o pai era obrigado a ensinar-lhes desde cedo - a par da instruo - um ofcio que lhes garantisse a subsistncia 
(Nm. Cap 27; Deut. 21.15 - 17) 

O LUGAR DA MULHER NA SOCIEDADE JUDICA NO TEMPO DO ANTIGO TESTAMENTO 
R - De um modo geral os orientais dos tempos antigos relegavam a mulher a uma condio bastante inferior  do homem. Porm os hebreus asseguravam  mulher o gozo 
de vrios direitos no encontrados nos costumes de outras naes. Entre os hebreus ela merecia lugar de honra e distino (Prov. 31.10-31). A me era digna das mesmas 
honras que se devia ao pai (Ex. 21.12, Prov. 1.18). Perante as autoridades a mulher podia requerer um direito na justia (Nm. 27.1, I Reis 3.16-18). Quanto as ocupaes, 
no existia diferena de sexo. Podia pastorear rebanhos, trabalhar nos campos, carregar gua, moer gros, preparar as refeies, fiar l e tecer pano.

AS DIVISES DO DIA PARA OS JUDEUS - O dia era contado do pr-do-sol at o pr-do-sol do dia seguinte (Gn. 1.5), embora o termo tambm significasse o perodo da luz 
nas 24 horas. Quanto  subdiviso do dia, no velho Testamento, nota-se que o sistema de horas era desconhecido. Costumava-se dividir o dia simplesmente em perodos 
com a nomenclatura seguinte: MANH - das 6 horas at 10 horas ou pouco mais; CALOR DO DIA - das 10 horas at l4 ou 15 horas; FRESCO DO DIA - das 15 horas s 18 horas. 
O perodo da noite obedecia a uma diviso em trs viglias: PRIMEIRA VIGLIA - das 18 horas at meia noite; SEGUNDA VIGLIA - da meia noite s 3 horas; TERCEIRA 
VIGLIA - das 3 horas s 6 horas da manh. J no Novo Testamento temos a seguinte subdiviso do dia : TERCEIRA HORA DO DIA - 9 horas; SEXTA HORA DO DIA - 12 horas 
, NONA HORA DO DIA - 15 horas, DCIMA HORA DO DIA - 18 horas. Ao passo que a noite era dividida em quatro viglias: PRIMEIRA VIGLIA - das 18 s 21 horas; SEGUNDA 
VIGLIA - das 21 Horas  meia-noite, TERCEIRA VIGLIA - de meia-noite s 3 horas, tambm designada pela expresso "o cantar do galo": QUARTA VIGLIA - das 3 s 6 
horas, tambm chamada  manh".
NOMES DOS MESES JUDAICOS.
R - Nis, Iyyar, Siv, Tamuz, Abe, Elul, Tisri, Marchesvan, Quisleu, Tebete, Sebate, Adar. 

INCIO O ANO JUDAICO. 
R - O ano judaico inicia-se no ms de Abibe ou Nis, corresponde ao 7 ms do ano civil (Maro-Abril).

A DIFERENA ENTRE ANO CIVIL E RELIGIOSO - No calendrio hebreu havia o ano religioso, que comeava com a pscoa no dia do ms de Abibe ou Nis (maro ou abril), 
e o ano civil, cujo incio era assinalado com a Festa das Trombetas no dia 2 de Tisri ou Etanin (Setembro ou Outubro). Entre os hebreus os anos eram solar tambm 
lunrio. O ano solar consistia de 360 dias e o lunrio de somente 354 dias, 8 horas, 48 minutos e 32,4 segundos. Para que o ano usado concordasse com o ano exato, 
os hebreus faziam, talvez, como os Babilnios; intercalavam um ms, o dcimo terceiro denominado Ve-Adar (exatamente 7 vezes em cada ciclo de 19 anos), o que levou 
a se adotar o ano do ciclo solar.  Nos anos em que o dcimo segundo ms ficava to longe do equincio, que no se podia fazer a oferta das primcias da colheita 
(Lv. 2.14; 23.10, ll).

AS SETE FESTAS FIXAS SEGUNDO O CALENDRIO JUDAICO
        A PSCOA - Tambm chamada Festa dos Pes Asmos ou Dias dos Asmos, era celebrada de 14 a 21 do ms de Abibe ou Nis, o 1.  Ano religioso, como um memorial 
do livramento dos hebreus do jugo egpcio, destacando, especialmente, a passagem (este  o significado da palavra Pscoa) do anjo que feriu os primognitos dos egpcios, 
poupando, porm, os lares em cujos umbrais israelitas havia o sangue do cordeiro sacrificado na vspera. O cordeiro devia ser assado inteiro e comido com ervas amargas 
e com pes asmos (sem fermento). O sangue aspergido nos umbrais significava a redeno ou expiao; as ervas amargas eram alusivas  amargura do cativeiro, e os 
pes asmos eram o smbolo da pureza com que a festa devia ser celebrada. E como o ano comeava na primavera, adicionou-se do segundo dia em diante uma significao 
relativa  alegria e gratido pela colheita dos primeiro frutos da semeadura da cevada (o perodo das colheitas dividia-se em duas partes: o da cevada e o do trigo), 
quando o sacerdote agitava perante o altar um molho deste cereal (Lv. 23.10-11)

PENTECOSTES - Denominada tambm Festa das Semanas, Festa da Ceifa ou Festa das Primcias. Celebrava-se 50 dias (ou 7 semanas) aps a Pscoa, no 3. Ms, Siv, e 
durava um dia. Comemorava a aproximao do fim da colheita da tribo (e com ele a de todos os cereais) de que era feito o "po de cada dia", ou seja, a alimentao 
comum do povo. A oferta peculiar desta festa era composta de dois "pes movidos" (Lv. 23.17), fermentados - porque representavam as imperfeies do povo - e era 
acompanhada de um outra, composta de dois cordeiros, para expiao de pecados. Depois do exlio babilnico adicionou-se  festa do Pentecostes tambm a comemorao 
da doao da Lei no Sinai.

TABERNCULOS - Festa conhecida tambm como a da Colheita, Festa do Senhor ou simplesmente "a festa" (Ex. 23.33-43; Deut. 16.13-15; Jo.7.34), celebrava-se no 7. 
Ms, Tisri, e durava 8 dias (15 a 21). De todas as festas esta era a mais alegre porque caia justamente numa poca do ano em que todos os coraes estavam repletos 
de contentamento pelas colheitas guardadas nos celeiros, frutos recolhidos e a vindima feita, o que falava eloqentemente do favor de Deus e ao mesmo tempo lembrava 
a proteo de Deus durante a peregrinao no deserto quando o povo habitava em tendas ou cabanas, isto , tabernculos (habitaes portteis, improvisadas). Diz 
A. Edersheim que trs eram as coisas principais que distinguiam esta festa das demais: "o carter alegre das celebraes; a habitao em "tendas", e os sacrifcios 
e ritos peculiares  semana". A habitao em tendas ou cabanas, feitas de ramos de rvores, durante 7 dias da festa, visava  recordao dos 40 anos de peregrinao 
no deserto sob a proteo divina. Mais tarde na histria dos Judeus a celebrao desta festa sofreu algumas modificaes de pouca monta.

TROMBETAS - Ou Lua Nova, era observada no 1., 2 ms de Tisri, o 7. Ms , porque assinalava a 7. Lua nova do ano religioso e o incio do ano civil. Entretanto, 
todo o dia primeiro de cada ms caa em lua nova e era assinalado por ofertas e celebraes solenes. A particularidade desta celebrao era o toque de trombetas 
dos sacerdotes com que se dava o inicio da festa.

DIA DE EXPIAO - Este era o dia 10 do 7. Ms de Tisri, e observado com absteno dos trabalhos e com jejum. Neste dia somente o sumo sacerdote  quem oficiava, 
e o fazia no com vestes comuns, mas especiais, como expresso de pureza. Este era o nico dia do ano em que o sumo-sacerdote entrava no Santo dos Santos para oferecer 
expiao por si mesmo, pelos sacerdotes e pelo povo. Era realmente o dia mais importante de todo o calendrio judaico e o mais complexo no que diz respeito aos sacrifcios, 
seu preparo, seus detalhes e seu oficiante (Lv. 16: 23.26-32; Hb. 9; 10).

PURIM - Festa instituda para comemorar o livramento dos judeus que habitavam a Prsia nos dias da perseguio planejada por Ham, que visava o extermnio total 
da raa judaica nos domnios persas. O termo "purim" significa "sortes", e deriva-se do fato de Ham ter lanado sorte para saber o dia em que seria executado o 
seu plano macabro (Et. 3.7), plano este que tornou-se  em maldio para Ham (Et. 9.25). A festa era celebrada nos dias 14 e 15 do 12 . Ms de Adar ( Et. 9.21).

DEDICAO - Comeava no dia 25 de Quisleu (dezembro) e duravam 8 dias em comemorao da purificao do templo, trs anos depois de profanado por Antoco Epifanes.

A COLONIZAO DA PALESTINA O GRUPO SIONISTA 
Desde 1869,pela Sociedade de Amigos de Sio. 

OS ANOS DE 1918 E 1948 NA PALESTINA RELATIVOS AOS JUDEUS
Por delegao da Liga das Naes, a Inglaterra assume, em 1922, o Mandato da Palestina, cujo contedo responsabiliza "a Potncia Mandatria por colocar o pas em 
condies polticas, administrativas e econmicas que garantam a instalao do lar nacional judeu e o desenvolvimento de instituies autnomas". No mesmo mandato 
foram delimitadas as fronteiras do pas, excluindo a Transjordnia da Palestina. O mandato terminou em 15 de maio de 1918, com a retirada da administrao britnica 
que o cumpriu procurando restaurar o pas com a colaborao da Agncia Judaica, que foi a prpria organizao sionista. 

1517 A 1914 A PALESTINA - Do Imprio Otomano, estabelecido pelo Sulto Selim I.


14 DE MAI0 DE 1948 - Foi proclamado o Estado de Israel com estrutura de repblica democrtica. 

AS CIVILIZAES DO MUNDO ANTIGO ANTI-DILUVIANAS. AS CIDADES QUE BASICAMENTE TODAS VIVIAM COM CLS E ERAM MUITAS DESTAS NMADES E TODAS ESTAVAM SITUADAS NO CRESCENTE 
FRTIL (Gn 4.16-17 e 22).
Enoque, Jabal, Jubal e Tubalcaim.

AS PRIMEIRAS NAES DO MUNDO ANTIGO 
        Naes Jaftitas - (Jaf: "engrandecimento". Gn.10.2), os descendentes de Jaf formam os povos Indo-europeus ou arianos. No se distinguiram na histria 
antiga, embora constituam em nossos dias as raas dominantes do mundo. E so eles: Gmer (celtas e cimbros); Magogue (russos e citas); Madai (medos e persas); Jav 
(Gregos); Tubal (Russos); Meseque (russos); Tiras (trcios).

        Naes Camitas - (Co ou Cam: "calor" Gn. 10.6-12). Os camitas se tornaram muito poderosos nos alvores da histria do mundo antigo. Constituram a raa que 
estava mais intimamente ligada com os hebreus, tanto como amigos ou inimigos. Co era progenitor das raas que se estabeleceram na frica, no litoral oriental do 
Mediterrneo, na Arbia e na Mesopotmia. So eles: Cuxe (etopes); Mizraim (egpcios); pute (lbios); Cana (cananeus).

        Naes Semitas (sem: "nome"; Gn 10.21 - 31), povoaram a sia desde as praias do Mediterrneo at ao ndico, ocupando maior parte do terreno entre Jaf e 
Co. Desta raa Deus escolheu seu povo, cuja histria constitui o tema especial das Escrituras. Sem era antecessor de cinco grandes raas e de muitas tribos subalternas. 
So elas: Elo (elamitas); Assur (assrios); Arfaxade (caldeus); Lude (ldios) e Ar (srios ou arameus).

A Palestina era um ponto destacado no mundo antigo devido  sua situao entre os continentes da sia e frica, os mares Mediterrneo e ndico. Embora sua extenso 
territorial fosse muito mais reduzida que a de seus poderosos vizinhos, a Palestina contribuiu para a histria da humanidade com pginas de importncia transcendental, 
fazendo sentir sua influncia at aos confins da terra. O desenvolvimento desta histria no pode ser devidamente apreciado sem correlacion-lo com seu cenrio geogrfico.
        O territrio referido teve diversas denominaes no transcurso dos sculos, sendo as mais comuns, Cana, Palestina e a Terra da Promessa, as quais tm sido 
empregadas com diferentes sentidos e diferentes limitaes.
        Cana - nome original tomado do ancestral de seus primitivos habitantes, designava, a princpio, uma seo da regio costeira da Palestina ocupada pela Fencia, 
estendendo-se depois a Saron para distingui-la da cordilheira central; porm, posteriormente se aplicava em primeiro lugar para incluir o vale do Jordo e depois 
toda a regio entre o Jordo e o Mediterrneo, que se encontra entre o Lbano ao N e o deserto da Arbia. Com freqncia d-se a esta regio, exclusivamente, o nome 
de Palestina. A rea de Cana  de 26.390 km, mais ou menos, a qual inclui o terreno filisteu, que alcanava 4.589 km na poca de sua maior extenso territorial. 
Sua largura de Acre ao Mar da Galilia  de 42 km e de Gaza ao Mar Morto - 88 km (Nm.32,26-32).
         

OS DESCENDENTES DOS HITITAS OU HEBREUS
A provenincia dos hititas e suas ligaes com outros povos so problemas que ainda desafiam soluo perfeita. A maioria dos especialistas modernos cr que fossem 
originrios do Turquesto e considera-os relacionados com os gregos. Falavam uma lngua indo-europia, cujo segredo foi desvendado durante a I Guerra Mundial pelo 
orientalista tcheco Bedrich Hrozny. Desde ento fora cifrados milhares de tbuas de argila contendo as leis e os registros oficiais do imprio. Tais documentos revelam 
uma civilizao mais prxima da dos antigos babilnios que de qualquer outra. 

AS DOZE TRIBOS DE ISRAEL.
A Palestina foi repartida em forma desigual entre as tribos de Israel. A regio Transjordnica foi cedida s tribos aguerridas e ricas em gado de Rben e Gade e 
a meia tribo de Manasses, sob a condio de ajudarem seus compatriotas a desalojar os indgenas hostis da regio ocidental do pas. Separadas essas tribos orientais 
de seus irmos no lado O do Jordo, e dos cananeus que ocupavam o vale do mesmo rio, no tomaram grande parte nas lutas da nao, mais se assemelhando aos bedunos 
no transcurso dos anos, os quais faziam incurses em seus territrios, e no ambicionavam outra coisa na vida seno apascentar seu gado (Nm. 32 e I Cr.5.18).
        Depois das campanhas levadas a cabo na Palestina Ocidental, as tribos de Jud e Efraim e a meia tribo de Manasss receberam sua herana, porm as tribos 
restantes tardaram muito em obter suas possesses. Josu, pois, mandou trs homens de cada uma delas para fazer um croqui do pas. Quando voltaram, foi-lhes repartida 
a terra por sorte (Js. 18 - 19).
        Devido ao fato de que algumas tribos possuam cidades dentro do territrio de outras, e que as Doze Tribos depois de seus triunfos iniciais perderam terreno 
ante a reao dos indgenas, as fronteiras tribais de Israel estavam em estado de instvel por carecerem de limites bem definidos. Todavia, h uma diviso muito 
clara em: 1 - Tribos da Palestina Oriental; 2 - Tribos da Palestina Ocidental.
        1 - Tribos da Palestina Oriental 
Tribo de Rubem (Nm.32.1 -38; Js. 13. 15 - 23) .
Tribo de Gade (Nm. 32.34 - 36 ; Js. 13.24 - 28)
Tribo de Manasss (Nm. 32.39 - 42 ; Js. 13.29 -31)
        2 - Tribos da Palestina Ocidental
Tribo de Simeo (Js. 19. 1 - 9).
Tribo de Jud (Js. 15. 1 - 63)
Tribo de Benjamim (Js. 18.11 - 28)
Tribo de D (Js. 19. 40 - 48, Jz. 18 ).
Tribo de Efraim (Js. 16.5 - 10 , 17. 14 - 18). 
Tribo de Manasss (ocidental),  (Js. 17 ).
Tribo de Issacar (Js. 19. 17 - 23)
Tribo de Aser (Js. 19. 24 -31)
Tribo de Zebulon (Js. 19 . 10 - 16)
Tribo de Naftali (js. 19. 32 -39)

OS POVOS DA ERA PATIARCAL- Os fencios, os cananeus e os filisteus na plancie martima. Os cananeus, assenhorearam-se do vale do Jordo, alm de ocuparem uma poro 
da plancie martima e esdraelon.
         Os heteus, girgaseus, ferezeus, jebuseus, amorreus na cordilheira central; os heveus, estabeleceram em diversas localidades, encontrando-se suas principais 
colnias em: Cana Setentrional, Central e Meridional.

OS IMPRIOS ANTIGOS: 

                                      HICSOS 
Desprovidos de uma autoridade central forte, os egpcios sucumbiram facilmente ante a invaso de um povo criador de gado que procedia do oriente e cuja histria 
est envolta em mistrio. Pouco depois do tempo de Abrao, ou seja, por volta de 1800 a. C., estes pastores bedunos se estabeleceram no Baixo Egito e fizeram sua 
capital em Zoan (ou Trsis). Sua ocupao era to repugnante aos egpcios que foram por estes terrivelmente odiados. Sob seu rei Apepi II, conforme se cr, Jos 
alcanou o posto de Primeiro-ministro do Egito, o que lhe possibilitou introduzir sua famlia na terra de Gsen durante a grande fome que afligiu a toda a terra 
habitada naqueles dias (Gn. 46.34).

                                      EGPCIOS

O Imprio (1532-1250 a. C - "Entrementes se levantou novo rei sobre o Egito, que no conhecera a Jos"(Ex. 1.8). Por fim transbordou o dio egpcio  contra seus 
amos estrangeiros. Aahmes, rei do Alto Egito encabeou o movimento que teve como resultado a expulso total do hicsos e a unificao do pas sob sua administrao. 
Ato contnuo, comeou a estender-se sobre os povos vizinhos e assentar assim as bases do imprio egpcio cujos domnios cresceram debaixo de seus sucessores. Esta 
mudana de regime, contudo, foi desfavorvel aos israelitas, cuja ocupao de pastores trazia sobre eles o mesmo dio que motivou a 18. Dinastia fundada por Aahmes, 
foram perseguidos os filhos de Israel. Comeou a opresso sob Totms I, cuja filha Hatsepsute se mostrou favorvel a Moiss, nascido em 1571 a. C. , e o tratou como 
a seu prprio filho. Morta sua protetora, Moiss se viu obrigado a fugir do Egito para escapar da ira de Totms III. Este monarca levou as armas egpcias at ao 
Eufrates e estendeu seu domnio por aquelas regies, governando seu prprio pas com mo de ferro. Amenotepe II (1493-1467 AC) seu sucessor, foi  o "homem de dura 
cerviz" com quem teve que conferenciar  Moiss para preparar o xodo. 
        Durante o reinado de Amenotepe III, iniciou-se a conquista de Cana, em circunstncias bastante favorveis para os invasores israelitas, pois o programa 
de reformas religiosas em que esse rei se havia envolvido em seu prprio pas despertou tanta oposio de parte dos elementos conservadores, que o Egito no esteve 
em condies de poder defender seus interesses no estrangeiro.

                                           

                                      HITITAS (Hebreus)
                                       
        At cerca de 100 anos atrs, pouco se conhecia dos hititas alm de seu nome. Adminte-se comumente no terem eles desempenhado papel de nenhuma significao 
no drama da histria, As raras referncias feitas aos hititas na Bblia davam a impresso de serem pouco mais do que uma tribo semibrbara. Mas, em 1870, foram encontradas 
em Hama, na Sria, algumas pedras com inscries singulares. Foi esse o ponto de partida de uma extensa pesquisa, que, com poucas interrupes, continua ainda hoje. 
No tardaram a serem descobertos dezenas de outros monumentos e grande nmero de tbulas de argila, espalhados por quase toda a sia Menor e pelo Oriente Prximo, 
at o vale do Tigre - Eufrates. Em 1907 foram desenterrados alguns restos de uma antiga cidade, prxima ao vilarejo de Boghaz-koy, na Turquia. Escavaes ulteriores 
revelaram, por fim, as runas de uma grande capital fortificada, que  conhecida como Hatusas ou cidade Hitita. Dentro de seus muros foram descobertos mais de 20.000 
documentos e fragmentos, sendo grande parte constituda aparentemente de leis e decretos.
        Com base nesses achados e em outras provas que gradualmente se foram acumulando, tornou-se logo claro terem sido os hititas, outrora, os senhores de um poderoso 
imprio que cobria grande parte da sia Menor e se estendia at o alto Eufrates. Em certa poca esse imprio incluiu tambm a Sria e mesmo pores da Fencia e 
da Palestina. Os hititas alcanaram o znite de seu poder de 1600 a 1200 a.. C. No ltimo sculo desse perodo, empenharam-se em longa e exaustiva guerra com o Egito, 
guerra essa que incluiu bastante na queda dos dois imprios, tornando-se ambos incapazes de reaver suas foras. Depois de 1200 a. C., Carchemish,  margem do Eufrates, 
tornou-se por algum tempo a principal cidade hitita, antes porm como centro comercial do que como capital de um grande imprio. Os dias de glria imperial tinham-se 
acabado. Finalmente, depois de 7l7 a.C., todos os territrios hititas restantes foram conquistados e absorvidos pelos assrios,ldios e frgios
        A provenincia dos hititas e suas ligaes com outros povos so problemas que ainda desafiam soluo perfeita. A maioria dos especialistas modernos cr que 
fossem originrios do Turquesto e considera-os relacionados com os gregos. Falavam uma lngua indo-europia, cujo segredo foi desvendado  durante a I Guerra Mundial 
pelo orientalista techeco Bedrich Hrozny. Desde ento foram cifrados milhares de tbulas de argila contendo as leis e os registros oficiais do imprio. Tais documentos 
revelam uma civilizao mais prxima da dos antigos babilnios que de qualquer outra.
        Os elementos de que dispomos ainda no so suficientes para tornar possvel uma avaliao exata da civilizao hitita. Alguns historiadores modernos referem-se 
a ela como se estivesse em nvel idntico ao da civilizao Mesopotmica e at ao da egpcia. Talvez isso seja verdade do ponto de vista material, pois sem dvida 
os hititas tinham amplo conhecimento da agricultura e sua vida econmica em geral era altamente desenvolvida. Extraam grande quantidade  de prata, cobre e chumbo, 
que vendiam s naes vizinhas. Descobriram a minerao e o uso do ferro, tornando esse material utilizvel para o resto do mundo civilizado. Parece, com efeito, 
que na expanso de seu imprio dependeram quase tanto da penetrao comercial quanto da guerra.

                                MDO - PERSAS

                                        MDIA
        A Mdia estendia-se a O e S do Mar Cspio, sendo limitada pelos montes Zagros para o O, Partia pelo E e Elo e Prsia pelo S. Os medos eram os "Madai" de 
Gnesis 10.2. Pertenciam  raa indo-europia. Eram criadores de gado, especializados na criao de cavalos de raa. Estiveram organizados em tribos independentes 
at ao perodo da decadncia assria, em que Fara aproveitou a debilidade dos amos para organizar seus patrcios num reino sob seu mando. Sob Ciaxares, seu filho, 
os medos fizeram uma aliana com os caldeus para dividir o imprio assrio, de acordo com a qual, depois da destruio de Nnive, a Mdia anexou todos os territrios 
assrios ao E do Tigre, enquanto os caldeus se apoderaram do Frtil Crescente.
     

                                       PERSAS
        A Prsia constitua nesta poca um estado vassalo da Mdia, limitado pelo SE pelo Golfo Prsico, pelo O por Carmnia e pelo N pela Mdia e Portia. Os persas, 
como os medos, eram indo-europeus e se dedicavam  criao de gado cavalar. Sua organizao tambm era tribal at que uma das tribos estabeleceu sua ascendncia 
sobre as demais e conquistou o pas vizinho de filhos do primeiro rei, todavia, longe de perceberem a vantagem da unidade, dividiram o reino em dois Anx e Prsia.

                   CIRO E A GRANDEZA DA PRSIA
         Em 555 a. C. Ciro II de Anx, conseguindo unir novamente os dois reinos, rebelou-se contra a Mdia e aps trs anos de luta, derrotou-a de forma to decisiva 
que pode apoderar-se de todo o seu imprio. Impressionadas por estes sucessos, as grandes potncias da poca formaram uma aliana defensiva com o propsito de apresentar 
uma frente unida contra a agresso de Ciro, mas este tomou a iniciativa no lhes dando tempo para executarem o seu plano.
        Dirigindo-se primeiro contra a Ldia numa guerra relmpago, tomou Sardes, sua capital, e fez prisioneiro a seu rei Creso. Em seguida precipitou-se contra 
Babilnia, cuja capital foi domada por Dario, um de seus generais, naquela noite de 538 a. C. em que \Belsazar festejava a seus nobres em vez de ocupar-se da defesa 
de seu reino. Belsazar perdeu a vida, porm seu pai, com quem dividia o reino, foi perdoado e desterrado para Carmnia, onde posteriormente foi feito governador 
regional, Dario governava a Babilnia na qualidade de vice-rei, enquanto Ciro firmava seu imprio em outros lugares, acabando com seus demais inimigos. Diante desta 
situao, as cidades da Grcia e Esparta fizeram a paz com a Prsia. Justamente 74 anos aps a queda de Nnive, Babilnia foi objeto de sua maior humilhao
        Ciro manifestou-se muito tolerante com os estados vencidos e tratou a todos com considerao e benignidade. De acordo com esta poltica, no primeiro ano 
de seu reinado ordenou a repatriao de todos os judeus que desejassem regressar a seu pas, devolvendo-lhes ao mesmo tempo os vasos do templo, levados  Babilnia 
por Nabucodonosor. Zorobabel, nomeado governador da Judia, encabeou os que regressaram e, pouco depois de chegar ao seu pas natal, comeou a reconstruo do templo. 
Depois destes acontecimentos, Ciro teve de fazer frente a uma invaso dos Citas. Tendo entregue a seu filho Cambises a tarefa de subjugar e consolidar o Ocidente, 
dirigiu-se pessoalmente contra os citas e os venceu completamente. Em seu regresso, todavia, perdeu a vida numa escaramua sem importncia com uma tribo desconhecida.


                                      ASSRIOS


        Os Assrios se jactavam de ser os descendentes de Assur, filho de Sem, que saiu da plancie de Sinear numa ocasio remotssima, para estabelecer-se  na cidade 
que levava seu nome, situada na orla ocidental do Tigre. Por muitos sculos os assrios seguiram sua vida tranqila, sem empenhar-se em conflitos de maior envergadura 
com seus vizinhos at ao sculo 13, poca em que conquistaram a Babilnia. Este episdio de sua histria est envolto em obscuridade, porm, desde o comeo, a Assria 
pode manter sua posio como potncia preponderante do Frtil Crescente. 

                A IMPORTNCIA PARA ISRAEL E JUD

        A importncia dos assrios em alargar seus domnios, inevitavelmente os colocou em conflito com seus vizinhos ocidentais, a saber, os srios, fencios e 
hebreus, que os separavam de seu rival mais srio, o Egito. Antes da expanso da Assria para o Ocidente, Davi, cimentou a grandeza do imprio de Israel, e Salomo 
pode terminar em paz e tranqilamente seu reinado de prosperidade sem paralelo; e, no obstante, em tempos posteriores, quando os invejosos olhos do invasor se dirigiam 
para os pequenos estados do litoral mediterrneo, os hebreus puderam escudar-se sob a proteo de seus vizinhos setentrionais, os srios e os fencios. Todavia, 
ao sucumbirem essas naes, no houve para Israel e Jud esperana humana de salvao. Israel imediatamente envolvido no torvelinho da guerra e seus habitantes levados 
cativos a terras distantes, culminado este captulo da histria do Frtil Crescente com a destruio quase simultnea da Assria e Jud. Assria havia estendido 
sua mo de ferro para apoderar-se do indefeso Jud, precisamente quando o poderio nascente dos caldeus, aliados com seus impetuosos vizinhos, os medos, se preparava 
para assestar-lhe um golpe fatal. O Egito, crendo ver nesse drama a oportunidade que aguardava para ampliar os seus domnios em direo do Frtil Crescente, dirigiu-se 
contra sua antiga rival e, de passagem, apoderou-se de Jud. Porm, enquanto isso, a Assria j havia sucumbido ao ataque combinado de caldeus e medos. O Egito teve 
de fazer frente ento, no  Assria, mas aos novos amos, os aguerridos caldeus, os quais, na batalha decisiva de Carquemis, aniquilaram as hostes do Nilo e se apoderaram 
de um s golpe de todas as conquistas do Frtil Crescente. Jud passou assim a ser tributrio da Babilnia e pouco depois desapareceu por completo do quadro das 
naes independentes.
        
        AUGE DA ASSRIA: TENTATIVAS DE EXPANSO

Por volta do sculo 12, os assrios sob seu grande rei Tiglate-Pileser I comearam a fazer sentir seu poderio no mundo antigo e conseguiram estender suas fronteiras 
at ao Mediterrneo. Durante uma campanha ofensiva, os fencios de Sidom foram feitos tributrios do agressor. 
        Este esforo, todavia, era muito para a capacidade blica do estado assrio, pois enquanto seus exrcitos dirigiam sua ateno para o Ocidente, os vassalos 
orientais se sublevaram. Assim, em lugar de acrescentar seus domnios passo a passo, o reino da Assria sofreu uma perda considervel, circunstncia que favoreceu 
o estabelecimento do imprio de Davi e seu florescimento sob o regime pacfico e prspero de Salomo. 
        Dois sculos depois a Assria fez outra tentativa para expandir-se, desta vez sob Salmaneser II, primeiro rei da Assria de quem se faz meno nas inscries 
de Israel. Destas referncias se depreende que Salmaneser derrotou na batalha de Carcar, perto de Hamate, na Sria, uma coligao defensiva formada de srios e fencios 
ajudados por Israel, sob o reinado de Acabe. Apesar deste xito militar, no pode explorar suas vantagens e voltou a fazer a guerra contra a coligao uns doze anos 
mais tarde. Desta vez Salmaneser venceu com igual facilidade os seus inimigos e capturou o rei srio Hazael. Todavia, a providncia no lhe era propcia e os acontecimentos 
no Oriente mais uma vez o obrigaram a abandonar suas conquistas ocidentais.

                                      FENCIOS

        Em contraste com os ldios, que ganharam ascendncia em decorrncia da queda dos hititas, os fencios lucraram com a desintegrao da supremacia egia. Mas 
os fencios no foram conquistadores nem construtores de um imprio. Exerceram sua influncia atravs das artes da paz  e, principalmente, do comrcio. Durante a 
maior parte de sua histria, o sistema poltico fencios foi um vaga confederao de cidades-estados que com freqncia comprovam sua segurana pagando tributo a 
potncias estrangeiras. O territrio que ocupavam era a estreita faixa de terra ao norte da Palestina, entre os montes do Lbano e o Mediterrneo e as ilhas ao largo 
da costa. Com seus bons portos e sua posio central, estava admiravelmente situado para o comrcio. Entre os grandes centros comerciais figuravam Tiro e Sidon. 
Sob a liderana de Tiro, a Fencia alcanou o apogeu de seu esplendor do sculo X ao VIII a. C.. Durante o sculo VI passou para o domnio dos caldeus e, posteriormente, 
dos persas. Em 332 a. C., Tiro foi destruda por Alexandre Magno, aps um cerco de sete meses. 
        Os fencios eram um povo de lngua semtica, parente prximo dos Cananeus. Revelaram muito pouco talento criativo, mas foram notveis adaptadores de inovaes 
alheias. No produziram nenhuma arte original digna desse nome e suas contribuies literrias foram insignificantes. A religio fencia, como a dos cananeus, caracterizava-se 
por sacrifcios humanos ao deus Moloc e por licenciosos ritos de fecundidade. Distiguiram-se , contudo, nas manufaturas especializadas, na geografia e na navegao. 
Fundaram colnias em Caratago e em Utica (no norte da frica), perto da modesrna Palermo (na Siclia), nas ilhas Baleares e em Cadiz e Malaga (na Espanha). Eram 
famosos em todo o mundo antigo por suas indstrias de vidros e metal e por seu corante de prpura, extrado de um molusco encontrado nos mares vizinhos, Fizeram 
tais progressos na arte da navegao  que podiam marear  noite,  luz das estrelas. Entre os povos menos aventureiros a estrela polar foi conhecida por algum tempo 
como a "estrelas dos fencios ". Navios e marinheiros fencios eram recrutados por todas as grandes pontncias. O feito mais duradouro desse povo foi, todavia, completar 
e difundir um alfabeto baseado em princpios que os egpcios haviam descoberto. A contribuio fencia consistiu na adoo de um sistema de sinais que representavam 
os sons da voz humana e na eliminao de todos os caracteres pictogrficos e silbicos. Esse alfabeto foi retomado pelos gregos, que o adaptaram para sua prpria 
lngua.  


                                      BABILNICA

                          (IMPRIO CALDEUS)

Auge da Babilnia e Mdia
        Em 616 a. C. Napolassar, governador da Babilnia sob os assrios, sublevou-se, declarou a independncia dos territrios sob seu mando e tomou o ttulo de 
Rei de Acade. No ano seguinte se julgou to suficientemente firmado em seu trono que dirigiu suas armas contra a prpria Assria e se tornou dono de toda a parte 
meridional da Mesopotmia at s proximidades da cidade de Assur. Em 614 AC os medos baixaram de suas serranias e capturaram essa cidade antes que pudessem chegar 
o rei Acade para prestar sua ajuda. No obstante, fez uma aliana com Ciaxares, rei dos medos, que em seguida atacaram Nnive. Aps um stio de dois anos, Nnive 
capitulou e foi totalmente destruda. Nabopolassar tomou como recompensa todos os territrios assrios do Frtil crescente e Ciaxares se apoderou de seus domnios 
entre o Tigre e Mdia.
        Enquanto se desmoronava o poderio da Assria, Neco, rei do Egito, se havia apoderado da metade ocidental do Frtil Crescente, inclusive do pequeno reino 
de Jud, cujo rei Josias perdeu a vida num esforo intil para impedir-lhe a passagem (2 Rs. 23.29). Neco derrotou tambm os srios nesta batalha e em seguida tomou 
as cidades hetias de Cads e Carquemis. Seu triunfo, todavia, no foi de longa durao. Nabucodonosor, prncipe herdeiro da Babilnia, dirigiu-se contra ele e o 
venceu rotundamente na batalha decisiva de Carquemis (606 AC). Foi em meio do regozijo desta vitria que Nabucodonosor recebeu as notcias da morte de seu pai, circunstncia 
que o obrigou a regressar imediatamente a Babilnia, onde ascendeu ao trono em comeos do ano seguinte.

                               GRANDEZA DA BABILNIA
        A grande tarefa de Nabucodonosor foi a reconstruo de Babilnia que havia sido destruda por Senaqueribe como castigo por suas repetidas rebelies. Este 
rei adotou a poltica de transportar para Babilnia os habitantes dos pases conquistados, a fim de utilizar seus servios nas grandiosas obras de embelezamento 
que estava levando a cabo. Entre outras coisas levantou uma grande muralha ao redor da cidade de Babilnia; construiu para si um magnfico palcio e, para agradar 
 sua rainha, levantou os famosos jardins suspensos, que desde aquela poca foram contados entre as sete maravilhas do mundo antigo.

                                      GREGO

A Grcia antiga localizava-se no sudeste da Europa, ao sul da Pennsula Balcnica, na bacia oriental do mar Mediterrneo. Seu territrio possua uma superfcie de 
56 km (equivalente  do Estado do Paraba) e era formado pelas terras do extremo-sul dos Blcs, as ilhas do mar Egeu e as costas da sia Menor. Banhada pelos mares 
Jnico e Egeu, a Grcia era, por sua posio geogrfica, um elo de ligao entre a Europa e o Oriente Prximo. Seu relevo montanhoso e seu solo rido e rochoso dificultavam 
as comunicaes terrestres, ao passo que seu litoral com excelentes portos e salpicado de ilhas facilitava as comunicaes martimas. A dificuldade de contatos contribuiu 
para impedir a unidade poltica do pas e, ao mesmo tempo, condicionou a formao das cidades-estados. 
        A facilidade de contatos externos incrementou, por sua vez, o desenvolvimento da navegao. Isolados em terra, os gregos voltaram-se para o mar. Quando o 
crescimento demogrfico forou a imigrao, uma parte deles abandonou a Grcia e realizou a colonizao dos mares Negro e Mediterrneo. Tais colnias estabeleceram, 
com a ptria-me, intensas relaes comerciais. A histria da Grcia, iniciada no segundo milnio antes de Cristo, dividiu-se em quatro perodos principais: Homrico, 
Arcaico, Clssico e Helenstico.
        A civilizao grega surgiu na Hlade, regio do extremo-sul da Pennsula Balcnica, cujos povoadores, os indo-europeus, deram origem aos gregos ou helenos. 
Os gregos se organizaram em cidades-estados (plis, em grego), fundaram colnias no Mediterrneo e era um povo de navegadores e comerciantes. As principais cidades 
gregas foram Esparta e Atenas. Esparta era militarista e oligrquica, cidade de soldados e guerreiros. Atenas era mercantil e democrtica, cidade de comerciantes 
e polticos, artistas e filsofos. A cultura clssica grega - o helenismo - atingiu o apogeu no "Sculo de Pricles" e logo depois a Grcia caiu sob o domnio da 
Macednia. O principal legado cultural da Grcia para o Ocidente foi a filosofia, a cincia e a democracia.
        A Macednia situava-se ao norte da Grcia e seus habitantes descendiam, tambm, dos indo-europeus. Aps a conquista da Grcia por Felipe da Macednia, Alexandre 
realizou a conquista do Imprio Persa. Depois da morte de Alexandre, o imprio se dividiu e deu origem aos reinos helensticos que, por sua vez, sucumbiram ao domnio 
romano. A fuso da cultura grega com a oriental levou ao surgimento da cultura helenstica. A formao dessa cultlura greco-oriental ficou conhecida como processo 
de helenizao do Oriente.

ALEXANDRE MAGNO
        Hbil discpulo do insigne filsofo Aristteles, apesar de no ter mais de 20 anos ao subir ao trono, depois de reafirmar sua autoridade sobre os estados 
gregos, dirigiu-se em seguida contra os persas,  testa de seu exrcito de 40.000 soldados. Derrotou por completo a Dario Codomano que tinha um exrcito vinte vezes 
mais numeroso, e prontamente se apossou de todo o imprio persa. Enquanto Alexandre estava em Tiro, mandou uma embaixada para conseguir a submisso da Judia, cujo 
Sumo Pontfice Jadua, chefe da teocracia judia, no lhe fez caso por ser vassalo dos persas. Todavia, quando Alexandre, cheio de ira, se dirigiu pessoalmente a Jerusalm, 
Jadua, segundo o relato de Josefo, resplandecente em suas vestimentas sacerdotais saiu-lhe ao encontro. Alexandre, ao v-lo, caiu a seus ps e adorou a Deus, explicando 
que, antes de empreender sua campanha de conquista, havia visto em sonhos a Divindade, vestida como Jadua, a qual lhe havia prometido a vitria sobre o rei da Prsia. 
O certo  que Alexandre tratou os judeus com grande considerao.
        Alexandre em seguida se dirigiu ao Egito, onde fundou a cidade de Alexandria antes de avanar para o Oriente. Depois de chegar at  ndia, em marcha triunfal, 
morreu o jovem conquistador na Babilnia em 323 a. C. com a idade de 33 anos. 

                                       MACEDNICO
MACEDNIA
        Macednia fica situada imediatamente ao N da Grcia, seus habitantes, como os gregos, de descendncia indo-europia, embora sua cultura sempre fosse considerada 
como inferior por parte dos gregos.

FELIPE II DA MACEDNIA
        Em meados do sculo quarto antes de Cristo, Felipe, prncipe herdeiro do trono Macednia, foi capturado por um bando de gregos e levado como refm a Tebas. 
Ali aproveitou seu cativeiro para estudar a arte militar grega e formular planos para o futuro. No seu regresso  Macednia, ps em execuo seu plano de modernizar 
o exrcito e logo unificar todos os helenos sob seu governo, como preldio da subjugao da Prsia. Tendo alcanado xito em seus dois primeiros objetivos, foi porm 
assassinado durante as festas nupciais de sua filha (388 a.C.), nas vsperas de iniciar a invaso da sia Menor.
                                        
                                       ROMANO
ROMA
        Foi fundada por volta de 753 a.C. sobre as sete colinas situadas na margem esquerda do rio Tigre, a 25 km do mar Tirreno. Inicialmente uma pequena aldeia 
de pastores e, segundo alguns historiadores, local de refgio de bandidos e aventureiros das regies vizinhas, Roma transformou-se, com o tempo, numa grande cidade 
e no sculo VI a. C. j possua cerca de 100 mil habitantes.
        Segundo a lenda, Roma foi fundada por dois irmos gmeos, Rmulo e Remo, que descendiam do troiano Enas, que se refugiara na Itlia aps a destruio de 
Tria pelos gregos. Rmulo e Remo eram netos de Nimitor, rei de Alba Longa, destronado por seu irmo Amlio. Este colocou os gmeos numa cesta de vime e os atirou 
no rio Tigre. A cesta encalhou no monte Palatino e os gmeos foram salvos e amamentados por uma loba sendo, posteriormente, recolhidos e criados por um casal de 
pastores. Rmulo e Remo cresceram e, tomando conhecimento de sua origem, retornaram a Alba Longa e depuseram Amlio, recolocando no trono seu av Nimitor. Em seguida, 
voltaram ao monte Palatino e ali fundaram a cidade de Roma. Segundo a tradio, Rmulo matou seu irmo Remo e, mais tarde, desapareceu durante uma tempestade. Historicamente, 
 mais provvel que Roma tenha se originado da concentrao das tribos latinas em torno de um posto militar avanado, construdo s margens do Tigre para proteger 
o Lcio contra as invases etruscas. Mais tarde, os latinos se associaram a outro povo que habitava a regio do Lcio, os sbinos. Desde ento, a evoluo poltica 
de Roma dividiu-se em trs perodos: a Monarquia, a Repblica e o Imprio.
                                      
                                      O IMPRIO
No sculo I a. C., a rebelio de Sertrio, a insurreio de Esprtaco e a conjurao de Catilina aceleraram o fim da Repblica. O primeiro Triunvirato, a ditadura 
vitalcia de Csar e o segundo Triunvirato prenunciavam, por sua vez, o nascimento do Imprio Romano.
        Os partidrios de Csar conseguiram, a despeito de sua morte, neutralizar a conspirao do Senado. Em 43 a. c., Marco Antonio, general romano, Otvio, sobrinho 
de Csar e Lpido, comandante da cavalaria, assumiram o poder e com o apoio do exrcito implantaram, em Roma, o segundo Triunvirato. Um ano depois, Brutus e Cassius, 
lderes da conspirao senatorial, foram derrotados na Grcia na batalha de Filipos. O poder foi dividido entre os trinviros: Otvio ficou com a Europa, Marco Antonio 
com a sia e Lpido com a frica. 
        Seguiu-se uma luta entre os trinviros, na qual Lpido foi afastado e o poder novamente dividido entre Otvio, que ficou com o Ocidente e a Itlia, e Marco 
Antonio, a quem coube o Oriente e o Egito. A luta final pelo poder ocorreu em 3l a C., quando Otvio venceu Marco Antonio na batalha de cio.. Em 30 a. C., aps 
o suicdio de Marco Antonio e Clepatra, Otvio conquistou o Egito, que foi transformado em provncia romana. Com a concentrao do poder nas mos de Otvio termina 
a Repblica e comeava o Imprio.

O ALTO IMPRIO E O CRISTIANISMO
         Com o advento do principado chegaram ao fim s crises poltico-sociais que assinalaram a passagem da Repblica para o Imprio. Durante o Alto Imprio, Roma 
atingiu o apogeu e a paz romana se estendeu do Ocidente ao Oriente. Esta foi  poca do surgimento e da difuso do Cristianismo que, aps sangrentas perseguies, 
transformou-se em religio do Estado na fase final do Baixo Imprio Romano.
        ALTO IMPRIO 
        A vitria de Otvio sobre Marco Antonio na batalha de cia, em 31 a. C., representou a passagem da Repblica para o Imprio Romano, cuja evoluo histrica 
se dividiu em duas fases: o Alto Imprio e o Baixo Imprio. A primeira fase, dos sculos I ao III da Era Crist, assinalou o apogeu do Imprio Romano; A Segunda, 
dos sculos IV ao V da Era Crist, assinalou o declnio do Imprio Romano e sua destruio pelas invases germnicas. Na poca do Alto Imprio, a cidade de Roma 
chegou a possuir uma populao de 1,2 milhes de habitantes e o imprio abrangia um a rea de 5 milhes de km. 
    

                                       ETIPIA
        Regio do oriente africano freqentemente citada nas Escrituras Sagradas, compreendendo a rea do alto Nilo, Sudo e Abissnia. Seus limites so: Egito ao 
norte (modernamente Sudo), Mar Vermelho ou Arbia ao leste, Lbia a oeste e partes orientais da frica do sul, desconhecidas nos tempos bblicos, hoje ocupadas 
pela Somlia. Em lnguas hebraicas a regio era conhecida pelo nome de terra cash, no antigo egpcio kas ou kesh e em um etope Kish. Eram habitadas pelos descendentes 
de Cusi, filho de Co e neto de No. Parece que segundo Gen. 2.3 havia na regio Asitica - norte da Mesopotmia ou Armnia - uma outra rea com o mesmo nome at 
certa altura da Pr-histria. O Tesoureiro do reino da Etipia, cuja converso  narrada no cap. 8 do livro de Atos dos Apstolos, parece ter sido o primeiro a introduzir 
a religo crist naquela regio . 
                                        LBIA
         uma extensa regio do norte da frica, quase totalmente deserta, na costa do Mediterrneo, a oeste do Egito, com limites ocidentais muito vagos. Seus habitantes 
so descendentes de Put, filho de Co, ou Lubim (Jer. 46.9, Dan. 11.43), povo dividido em pequenas tribos que mais tarde passaram a ser conhecidos como lbios. Ao 
tempo dos romanos a provncia era dividida em Lbia Marmrica (parte oriental) e Lbia Ciernaica (parte ocidental), sendo Cirene a capital. 
   
A HISTRIA DA CIVILIZAO HEBRAICA.
De todos os povos do antigo Oriente Prximo, nenhum teve maior importncia para o mundo moderno do que os hebreus. Foram eles, naturalmente, que nos deram grande 
parte do substrato da religio crist - os dez mandamentos, as histrias da criao e do dilvio, o conceito de um Deus nico e transcendente como legislador e juiz, 
e mais de dois teros da Bblia. As concepes hebraicas da moral e da teoria poltica influenciaram tambm profundamente as naes modernas. Por esses motivos, 
tendemos hoje a considerar a realizao dos hebreus como singular, e h muita verdade nessa suposio. No entanto, ainda que a cultura hebraica viesse  a diferir 
substancialmente daquela de regies vizinhas, como o Egito e a Mesopotmia, cabe lembrar que os hebreus no desenvolveram sua cultura num vcuo. Tanto quanto qualquer 
outro povo, no logrou fugir  influncia de naes vizinhas.
        A localizao geogrfica privilegiada da Palestina, regio situada entre o Egito e a Mesopotmia assim como entre o mar Vermelho, desempenhou um importante 
papel nas atividades econmicas desenvolvidas pelos hebreus.

A ECONOMIA AGROPASTORIL E COMERCIAL, AS CINCIAS E AS ARTES, AS CONTRIBUIES NO DIREITO E NA LITERATURA.
        Ao lado do pastoreio e da agricultura, desenvolvida principalmente nas terras frteis do vale do rio Jordo, Israel estabeleceu tambm intensas relaes 
comerciais com os povos do Oriente Antigo. O Egito, a Fencia, a Sria, a sia Menor, a Mesopotmia, a Arbia e o reino de Sab (atual Etipia) eram os principais 
parceiros comerciais de Israel. Este comrcio atingiu o apogeu no reinado de Salomo, quando Jerusalm era o grande emprio por onde passavam o ouro, o marfim, as 
pedras preciosas, as madeiras raras, o vinho, o trigo e o azeite, os quais Israel redistribua aos pases do Oriente Prximo. Os hebreus no se destacaram pela habilidade 
cientfica ou talento artstico ( o Templo de Jerusalm foi construdo por arquitetos fencios ) e sim por suas realizaes no Direito e na literatura. O cdigo 
Deuteronmio prescrevia a libertao dos escravos a cada seis anos, a remisso das dvidas a cada sete, a eleio dos juzes e magistrados pelo povo, a proibio 
da cobrana de juros por emprstimos de dinheiro realizados entre judeus. A literatura dos hebreus foi a mais rica do Oriente Antigo, abrangendo a parte da Bblia, 
conhecida como Antigo Testamento, onde se destacam por sua beleza os Salmos de Davi, os Cnticos e Provrbios de Salomo e o Livro de J.

A RELIGIO FOI O GRANDE LEGADO DOS HEBREUS, QUE FORAM  NICA CIVILIZAO MONOTESTA DO ORIENTE.
        A mais importante e original realizao dos hebreus foi, entretanto, no plano religioso. Esta civilizao elaborou uma religio, o judasmo, baseada na idia 
da existncia de um nico Deus e os hebreus se tornaram o nico povo monotesta da histria do Oriente Antigo. A religio judaica baseava-se no culto de Iav (Jeov) 
- "eu sou aquele que "- deus invisvel e incorpreo, cuja imagem no deveria ser reproduzida em pinturas ou esttuas. As origens do monotesmo judaico remontam 
 Aliana, pacto firmado entre Iav e Moiss no monte Sinai, que fez dos hebreus o "povo eleito" de Deus. O povo escolhido no poderia adorar outros deuses e deveria 
respeitar os Dez Mandamentos, que Moiss mandara gravar nas Tbuas da Lei. Nos sculos VIII e VII a. C., aps um perodo de crise religiosa, o Judasmo passou por 
uma profunda reforma, realizada pelos profetas. Entre eles, destacaram-se Ams, Osias, Isaas e Miquias. Posteriormente, na poca do domnio romano, o Judasmo 
dividiu-se em trs seitas: os fariseus, os saduceus e os essnios. Os fariseus apoiavam-se nas camadas mdias da sociedade judaica, acreditavam na ressurreio e 
na vinda do Messias, lder que seria enviado por Deus para libertar os judeus e restaurar o poderio do reino de Davi. Os saduceus apoiavam-se na casta sacerdotal, 
negavam a ressurreio e aceitavam o domnio romano. Os essnios contavam com o apoio popular, representavam uma tendncia mstica e asctica que se opunha ao luxo 
e  riqueza dos setores que pactuavam com a ordem romana. O judasmo exerceu, tambm, grande influncia no surgimento de duas outras religies monotestas: o Cristianismo 
e o Islamismo. O Iav dos Judeus e cultuado, entre os cristos, com o nome de Jeov e adorado pelos maometanos como o nome de Al.

A ORIGEM DOS HEBREUS E SUAS RELAES COM OUTROS POVOS

        A origem dos hebreus ainda constitui um problema confuso. Certamente eles no possuam quaisquer caractersticas fsicas capazes de distingui-los nitidamente 
dos povos vizinhos, e sua lngua pertencia  famlia semtica do Oriente Prximo. A maioria dos historiadores admite que o bero primitivo dos hebreus tenha sido 
o deserto da Arbia. A primeira vez que os fundadores da nao de Israel aparecem na histria , contudo, no noroeste da Mesopotmia. J em 1800 a. C., aparentemente, 
um grupo de hebreus sob a chefia de Abrao se estabelecera ali. Mais tarde o neto de Abrao, Jac, conduziu uma migrao para o oeste e iniciou a ocupao da Palestina. 
Foi Jac, subseqentemente chamado Israel, que os israelitas derivaram seu nome. Em poca incerta, mas posterior a 1600 a C., algumas tribos israelitas, em companhia 
de outros hebreus, desceram ao Egito para escapar s conseqncias da fome. Segundo parece, instalaram-se nas vizinhanas do delta do Nilo e foram escravizados pelo 
governo do fara. Por volta de 1300 - 1250 a. C., seus descendentes encontraram um novo lder no indmito Moiss, que os libertou da servido, conduziu-os  pennsula 
do Sinai e persuadiu-os a se tornarem adoradores de Iav, um deus cujo nome foi muito mais tarde grafado erroneamente como Jeov. At ento Iav tinha sido a divindade 
dos povos pastores hebreus que habitavam a rea geral do Sinai. Utilizando como ncleo o culto iavesta, Moiss uniu as vrias tribos de seus seguidores numa confederao. 
Foi essa confederao que desempenhou o papel dominante na conquista da Palestina ou terra de Cana.
                                              
                         
                                 A TERRA PROMETIDA
      
        Com suas chuvas escassas e a sua topografia acidentada, a Palestina era um lugar ermo e inspito. Comparada, com os desertos da Arbia, representava um verdadeiro 
paraso e no surpreende que os condutores do povo de Israel a tenham descrito como uma "terra que mana leite e mel". Grande parte dela j estava ocupada pelos cananeus, 
outro povo de lngua semita, que ali morava havia sculos. Graas ao contato com babilnios, hititas e egpcios, haviam desenvolvido uma cultura que nada tinha de 
primitiva. Praticavam a agricultura e o comrcio. Conheciam a arte de escrever e tinham adaptado as leis do cdigo de Hamurabi s necessidades de sua existncia 
mais simples. Sua religio, que tambm se derivava em grande parte da Babilnia, era cruel e sensual, incluindo sacrifcios humanos e a prostituio no templo.  



APRESENTE UM RESUMO DENTRO DAS NORMAS DA METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTIFICA, CONTENDO NO MNIMO 15 LAUDAS.
